Polícia londrina pressionada por repressão controversa

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A ação da polícia numa manifestação em memória de uma jovem mulher, Sarah Everard, assassinada no centro de Londres, no dia 3, gerou controvérsia, pelo alegado uso desproporcionado de força. As chefias policiais justificam intervenção, o governo ordenou um inquérito.

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As autoridades de Londres foram mais suaves no controlo de uma nova manifestação de protesto contra a morte de Sarah Everard, sequestrada e assassinada, alegadamente, por um polícia no dia 3 no centro da capital britânica.

Centenas de pessoas realizaram uma vigília em frente ao parlamento este domingo. 

No dia anterior, as forças da ordem tiveram um comportamento mais musculado, o que gerou indignação e controvérsia.

Pressionada, a Comissária da polícia de londres, Cressida Dick, defendeu a atuação dos agentes por considerar terem sido alvo de ações violentas.

"No sábado, seis horas foram calmas e pacíficas. Poucos agentes da autoridade, com respeito e com flores. Infelizmente, mais tarde, tivemos um grande ajuntamento, muitos discursos, e de uma forma muito correta, na minha perspetiva, a minha equipa achou tratar-se de um ajuntamento não autorizado, o que colocou em causa um risco considerável para a saúde do público, de acordo com o regulamento", explica a comissária da polícia metropolitana de Londres.

Na vigília de sábado, em memória de Sarah Everard, de 33 anos, raptada no centro de Londres, várias pessoas acabaram detidas, incluindo mulheres. As chefias policiais estão a ser alvo de pressão por parte da esfera política, tanto do presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, como do primeiro-ministro Boris Johnson. 

Foi aberto um inquérito para apurar com rigor o sucedido.

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