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Vigília de luto por Sarah Everard acaba em detenções

Morte de Sarah Everard (esq.) motivou tributo interrompido pela polícia
Morte de Sarah Everard (esq.) motivou tributo interrompido pela polícia Direitos de autor Metropolitan Police via AP//JUSTIN TALLIS / AFP
Direitos de autor Metropolitan Police via AP//JUSTIN TALLIS / AFP
De  Francisco Marques com AFP a AP
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Tributo não autorizado pela mulher encontrada morta, com suspeitas sobre um agente da polícia, juntou centenas de pessoas em Londres

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A vigília de luto por Sarah Everard, em Londres, começou em silêncio e acabou interrompida pela polícia. Pelo menos, 11 pessoas terão sido detidas.

O tributo não tinha sido autorizado, mas mesmo assim centenas de pessoas acabaram por concentrar-se, sábado à noite, em Clapham Common, um parque situado a sul do Rio Tamisa, no centro de Londres.

A multidão forçou a homenagem a Sarah Everard, de 33 anos, encontrada morta na quarta-feira, e a polícia interveio.

Ao tentar dispersar o ajuntamento não autorizado, os agentes pisotearam as flores e as velas acesas em tributo à mulher.

O facto de o principal suspeito pelo homicídio ser um polícia terá também agravado a resistência às autoridades, num dia em que o agente Wayne Couzens, de 48 anos, acusado de sequestrar e assassinar Sarah Everard, foi presente pela primeira vez a tribunal desde que foi detido.

A Comissária Adjunta da Polícia Metropolitana de Londres emitiu um comunicado já depois da meia noite, reiterando as "profundas condolências à família e amigos de Sarah Everard" e assumindo "a extrema tristeza e choque pelas trágicas circunstâncias do desaparecimento e da morte."

Helen Ball elogiou a homenagem que decorreu durante a tarde, com a deposição de flores em Clapham Common "de forma segura e ordeira", mas criticou aqueles que começaram a chegar depois das 18 horas e a "realizar discursos, que atraíram mais pessoas para um ajuntamento de proximidade".

"Centenas de pessoas estavam amontoadas de forma apertada, provocando um risco bem real de propagação da Covid-19", argumentou a oficial da polícia, acrescentando, em jeito de justificação para a ação policial de dispersão: "Lamentavelmente, uma pequena minoria de pessoas começou a gritar contra os agentes, empurrando-os e a atirar objetos."

Helen Ball garantiu que a polícia não esperava ser colocada "numa posição em que uma ação de força fosse necessária". "Mas ficámos nessa posição devido à necessidade prioritária de proteger a segurança pública", concretizou a comissária adjunta, confirmando a prisão de apenas quatro pessoas.

O que sabe da morte de Sarah Everard

A vítima, Sarah Everard, uma profissional de marketing de 33 anos, foi vista com vida pela última vez a 3 de março, quando regressava a pé para casa depois de ter visitado um amigo.

O cadáver foi encontrado quarta-feira, escondido numa área de bosque em Kent, mais de 80 quilómetros a sul da capital britânica.

Perante o juiz, o suspeito limitou-se a confirmar a respetiva identidade e a ouvir as acusações, ficando em prisão preventiva pelo menos até 16 de março, dia em que poderá solicitar a fixação de um valor de fiança para ficar em liberdade enquanto decorre o julgamento.

A próxima sessão do julgamento de Wayne Couzens está marcada para terça-feira.

Entretanto, a vigília não autorizada viria a dar lugar a um apelo dos organizadores para a transformarem num tributo de velas acesas pelas 21h30 em memória de Sarah Everard.

A homenagem mais comedida viria a contar também com a participação do primeiro-ministro Boris Johnson, que solicitou a colocação de uma vela acesa diante da porta com o número 10 de Downing Street, a residência oficial do chefe do Governo britânico.

Outras fontes • The Guardian

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