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União Europeia ameaça AstraZeneca com proibição de exportação

Ursula von der Leyen reiterou ameaça numa entrevista a alemães
Ursula von der Leyen reiterou ameaça numa entrevista a alemães Direitos de autor  Gregorio Borgia/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved
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De Francisco Marques com Ansa
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Entrevista da Presidente da Comissão Europeia a meios de comunicação alemães sublinha regras previstas para defender contratos das vacinas. Em Itália, a pressão aumenta

A União Europeia voltou a ameaçar suspender as exportações da vacina AstraZeneca/Oxford se a farmacêutica não respeitar o contrato de fornecimento.

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A ameaça fez ouvir esta sexta-feira pela voz de Ursula von der Leyen, numa entrevista da Presidente da Comissão Europeia a órgãos de informação do Funke Media Group, da Alemanha.

"Temos a possibilidade de proibir exportações planeadas. Esta é a mensagem para a AstraZeneca: cumpram o contrato coma Europa antes de começarem a distribuir [a vacina] para outras países", afirmou Von der Leyen, revelando que a farmacêutica sueca até agora apenas forneceu 30% das doses de vacina prometidas para o primeiro trimestre de 2021.

O plano de imunização europeu está entretanto a ser retomado depois da revalidação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla original) da vacina da AstraZeneca/Oxford após as suspensões decretadas em diversos Estados-membros devido a suspeitas de efeitos adversos graves em algumas pessoas inoculadas.

Portugal retoma a vacinação a 100%, com todas as vacinas já certificadas pela EMA e disponíveis (falta apenas a distribuição da vacina da Johnson & Johnson, prevista o mais tardar para abril). Esta sexta-feira, Itália foi um dos "27" a relançar o plano de imunização de novo com a vacina anglo-sueca.

Mapa italiano da Covid-19 a "vermelho"

O regresso italiano a todo o gás à vacinação acontece numa altura em que o país sofre um forte agravamento da pressão sobre os hospitais, com quase todo o país em tons de "vermelho" no mapa da epidemia e novo aperto das restrições nas regiões mais afetadas.

Os dados de sexta-feira em torno do impacto da Covid-19 no país revelaram a morte de mais 386 pessoas infetadas com o SARS-CoV-2 e 25.735 novos casos diagnosticados.

Ao todo, no final de sexta-feira, havia 556.536 casos ativos de Covid-19 em Itália, incluindo 26.858 doentes hospitalizados, entre eles 3.364 nos cuidados intensivos (UCI), um agravamento de mais 164 camas ocupadas, incluindo 31 em UCI.

A situação atual reflete-se nos profissionais de saúde. A enfermeira-chefe no serviço de UCI do hospital Filipe Néri, em Roma, alega que no espaço de um ano "não mudou quase nada".

"A única coisa que mudou é que estamos mais cansados. Mesmo muito cansados. Não apenas física, mas sobretudo mentalmente. Demos assistência a doentes que nos pediram para fazerem um derradeiro telefonema antes de serem intubados. Posso garantir-vos que emocionalmente, tem sido muito stressante", afirmou a enfermeira-chefe Maria Pia Clasadonte.

A agravar ainda mais o peso do cansaço físico e emocional, está ainda o processo diário dos profissionais de saúde na linha da frente do combate ao SARS-CoV-2 de terem de vestir e despir todo o equipamento de proteção individual.

É quase um fato espacial que obriga a um longo e criterioso protocolo de segurança, mas também obrigatório numa altura em que a Itália soma mais de 3 milhões de casos confirmados desde o registo dos primeiros doentes, a 30 de janeiro de 2020.

Daí para cá, Itália já sofreu 104.241 mortes relacionadas ao SARS-CoV-2, um número trágico que a coloca como o país com o maior número de óbitos no quadro da Covid-19 da União Europeia, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e controlo de Doenças. O segundo é a França (91.706) e o terceiro a Espanha (72.910).

Portugal somava esta sexta-feira 16.178 mortos no quadro da Covid-19.

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