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Rede de Emergência Alimentar já ajudou 79 mil pessoas

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Rede de Emergência Alimentar faz um ano
Rede de Emergência Alimentar faz um ano   -   Direitos de autor  JOSÉ SENA GOULÃO/ 2021 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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Ao fim de um ano de existência, foram já 79 mil pessoas a beneficiar da Rede de Emergência Alimentar, criada em Portugal, no quadro da crise da Covid-19. A inscrição anónima permite ultrapassar a barreira da vergonha, ainda sentida por muitos daqueles que precisam e a pobreza atinge pessoas que até agora nunca tinham sentido dificuldades, como explica a presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares, Isabel Jonet:

"Nós, em Portugal, temos muita economia informal e temos muitas pessoas com empregos precários e que preferem, por vezes, estar fora da economia e não descontar. Portanto, quando chegam alturas destas, estas pessoas ficam muito desamparadas. Estamos a falar, por exemplo, de pessoas ligadas ao setor da estética, da restauração, da cultura, ginásios, personal trainers, higienistas e dentistas, as pessoas que trabalham nas feiras, muitas pessoas que fazem romarias no verão e que deitam fogos-de-artifício, ou que vendem farturas e cachorros. Essas pessoas estão desde março do ano passado sem poder trabalhar", alerta Jonet.

Ajuda de proximidade

A rede fornece alimentos aos particulares, mas também a instituições como o Centro Social da Igreja São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, que por sua vez ajuda pessoas como Teresa, com dificuldade para alimentar os dois filhos desde que o marido perdeu o emprego: "À noite, só podemos comer sopa, fruta, um pãozinho com qualquer coisa. Não podemos ter duas refeições (completas) por dia. Eu almoço aqui, mas eles os dois (os filhos) têm de almoçar em casa e é complicado", diz a mulher.

A Rede de Emergência ajuda não só com alimentos, mas também a pagar rendas de casa, a conta da água ou da luz e fornece equipamentos como computadores para que as crianças possam seguir as aulas à distância.

Editor de vídeo • Ricardo Figueira