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Situação pode agravar-se na Alemanha

De  Nara Madeira com AFP, AP
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Situação pode agravar-se na Alemanha
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Se a propagação do novo coronavírus não for contida na Alemanha o país pode chegar às 100.000 novas infeções por dia.

Um alerta feito pelo presidente do Instituto de doenças infecciosas Robert Koch, que acrescenta que se está "no início da 3ª vaga". Lothar Wieler afirma que "h__á sinais muito claros de que esta vaga pode ser ainda pior do que as duas primeiras. Temos que estar preparados para o facto de que mais pessoas ficarão gravemente doentes, que os hospitais ficarão sobrecarregados, que muitas pessoas morrerão".

A Alemanha emitiu avisos em relação às viagens para vários países europeus, incluindo França, Áustria, Dinamarca e Chéquia. Passageiros que cheguem ao país de outros incluídos na lista devem apresentar um teste negativo à Covid-19, feito no máximo há 48 horas. Ficam também obrigados a 10 dias de isolamento ou cinco, feito nessa altura, se o segundo teste der também negativo.

A Polónia continua a bater recordes diários de infetados, pelo terceiro dia consecutivo, 35.143 casos reportados em 24 horas. Na quinta-feira, o governo polaco tinha anunciado novas restrições, a partir de sábado e até nove de abril. Apenas os serviços essenciais podem abrir e aumentam os condicionamentos em relação ao número de pessoas que podem estar dentro destes estabelecimentos.

Na Hungria, o número de mortes tem vindo a diminuir ao longo da semana, após se atingirem números recorde. O que levou já as autoridades a anunciarem uma diminuição das restrições. No país já foram vacinadas 2,5 milhões de pessoas.

Vacinas que não estão a chegar a todos. Por isso, a Organização Mundial de Saúde pede aos países que façam doações. "A Covax precisa de 10 milhões de doses, imediatamente, para que 20 países possam começar a vacinar os seus profissionais de saúde e idosos nas próximas duas semanas", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral do organismo, instando os países doares a "entregarem o máximo de doses que puderem" para se atingir "essa meta".

A AstraZeneca tem sido uma «pedra no sapato» da União Europeia, por não cumprir os prazos estipulados para as entregas. Para fazer face ao problema a Agência Europeia de Medicamentos avança para a aprovação de novas fábricas para produção de vacinas da farmacêutica o que deverá acelerar as entregar.