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O ressurgimento do disco de vinil

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O ressurgimento do disco de vinil
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Esta é a primeira fábrica de discos de vinil a operar em Madrid desde 1997. Com as vendas a dispararem em países como, por exemplo, os Estados Unidos da América, os fundadores da Mad Vinyl Music decidiram abrir a empresa, em dezembro, apesar da pandemia da Covid-19

"Tivemos de fazer quase tudo por telefone, em linha, ou através de videoconferências. Isso atrasou-nos muito", refere um dos fundadores da "Mad Vinyl Music", Eugenio López.

Esta máquina produz 3000 discos de vinil por dia. Qualquer banda pode editar os seus trabalhos aqui, mas os proprietários têm as próprias preferências.

"Contactámos os grupos que gostamos, as editoras que gostamos que têm vários grupos que gostamos, para lhes dizer que gostaríamos de fazer uma espécie de edições, ou mesmo reedições de discos antigos", refere López.

Um dos valores centrais da empresa é a preocupação com o ambiente. Por isso, quase todo o plástico excedente é reciclado.

O jornalista da euronews, Carlos Marlasca, relata que "os donos desta fábrica - em que o antigo jogador de futebol Michael Robinson planeou investir antes de morrer - querem expandi-la no prazo de um ano, mas isso vai depender das vendas dos vinis".

Em Espanha, as vendas dos discos de vinil quase triplicaram nos últimos quatro anos... Enquanto que a venda de CDs diminuiu quase para metade, no mesmo período.

"Temos um CD, que é uma caixinha minúscula, uma coisa redonda como essa, que é música digital, que podemos descarregar e soa mais ou menos o mesmo ou semelhante. Temos, ainda, o outro objeto, que é o vinil, onde os grandes discos da época de ouro da música foram originalmente gravados: o rock e o jazz estão gravados em vinil, não em CD", refere o dono da loja de vinis "Bajo el Volcán", Fernando Velasco.

Apesar do aumento das vendas de vinil e do seu romantismo, o streaming continua a representar mais de 62% de toda a receita do mercado mundial de música, segundo dados da Federação Internacional da Indústria Fonográfica.