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Solidariedade na Páscoa Ortodoxa grega

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A Páscoa Ortodoxa grega é celebrada à mesa com a família, mas a pandemia e a crise económica obrigam milhares de pessoas a recorrerem à ajuda alimentar

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A Páscoa Ortodoxa grega é celebrada em família, à mesa. Mas este ano, por causa da pandemia, a maioria dos cristãos ortodoxos gregos não poderá celebrar desta forma.

Muitos precisam de ajuda mesmo para uma refeição básica, como Giorgos Gaitanis, de 58 anos, desempregado e a viver na rua.

"Durmo em praças e parques, estou sem abrigo. Felizmente, existe este grupo e todos os dias recebemos uma porção de comida. Quem nos vai ajudar? Este esforço é vital para nós. Tenho sérios problemas de saúde. Tenho problemas cardíacos e os meus níveis de açúcar no sangue são demasiado elevados. Quem me dará algo para comer, quem me ajudará?"

Esta ajuda começou em 2011, quando Konstantinos Polychronopoulos decidiu tomar medidas para alimentar os famintos de Atenas. Ele criou uma cozinha social chamada 'O Outro Humano' e começou a cozinhar para 60 a 70 pessoas por dia, mas agora alimenta entre duas mil e quinhentas a três mil. O grupo aceita doações de alimentos de indivíduos, empresas e ONG.

"Amor, isto é o que acontece aqui. Pessoas de diferentes nacionalidades e origens ajudam-se umas às outras e dão comida às pessoas necessitadas. Nós também fornecemos fraldas e leite para bebés. Somos uma sociedade aberta e cheia de amor, solidariedade e respeito por todos aqueles que são diferentes dos outros", diz Kosntantinos

Para além da comida, durante a Semana Santa, voluntários distribuem ovos de chocolate, velas de Páscoa e pãezinhos. Entre eles está Grigoria Mauroidaki. Uma vez por semana, esta professora de inglês junta-se à equipa com o seu filho, Michalis, de 12 anos.

Grigoria afirma: "Trouxe o meu filho para ele ver que existe também o outro lado da vida. Quero que compreenda que aqueles que se encontram numa posição privilegiada devem ajudar os que precisam de ajuda. Em vez de passarmos o nosso tempo com os costumes da Páscoa, pensei em vir aqui e ver as condições de vida destas pessoas. Toda a gente pode e deve ajudar"".

O repórter da Euronews, Apostolos Staikos, constata: "Após muitos anos de crise económica e agora de pandemia, muitos gregos souberam bem o que significa a falta do básico. Atos de solidariedade como este, provam como é importante ter uma rede de segurança para aqueles que precisam".

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