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Vacinação anticovid continua a privilegiar os mais ricos

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De  Francisco Marques
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Vacinação anticovid continua a privilegiar os mais ricos
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Os desequilíbrios entre ricos e pobres continuam no processo mundial de vacinação anticovid, alertou uma vez mais a Organização mundial de Saúde, aproveitando uma conferência virtual promovida por Portugal.

Até agora, mais de mil milhões de doses de vacinas já foram administradas em todo o mundo, mas, dessas, 82% beneficiaram os países de médio e alto rendimentos, enquanto apenas 0,3% foram aplicadas em países pobres, revelou o diretor-geral da OMS.

"A crise de Covid-19 expôs a urgente necessidade para mais sistemas de saúde resilientes que possam garantir disponibilidade constante, viabilidade e acesso equitativo a medicamentos e a tecnologias médicas", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a videoconferência de saúde promovida por Portugal.

No Brasil, entretanto, a vacinação completa ainda só chegou a 6,2% da população total, de acordo com o portal "Our World in Data", sendo que o consórcio de imprensa que tem vindo a fazer levantamentos diários dos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde, adiante haver já 9,40% da população adulta já vacinada com as duas doses.

Estamos a falar do terceiro país do mundo mais afetado pelo SARS-CoV-2 e o segundo com mais mortes: acaba de ultrapassar a fasquia dos 400 mil óbitos no quadro da Covid-19.

Para ir das 300 mil para as 400 mil mortes, bastaram 36 dias e a luta continua no Brasil para tentar travar um coronavírus até agora invencível.

Entretanto, no Peru, uma das novas variantes identificadas primeiro no Brasil foi detetada em pelo menos oito regiões do país. As autoridades peruanas dizem representar 40% das novas infeções.

Com 1,7 milhões de casos confirmados, aumentam os apelos para que as autoridades peruanas acelerem a vacinação.

Um pouco mais a norte, nas Caraíbas, Cuba, com uma população similar à de Portugal, na ordem dos 11 milhões de habitantes, sofreu um pico de infeções na semana passada, com cerca de seis mil novos casos.

Ainda assim, o governo cubano continua a tentar combater a epidemia com as vacinas produzidas na própria ilha e a resistir a abrir portas à iniciativa internacional COVAX, promovida pela OMS.