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Décimo aniversário da morte de Osama bin Laden

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De  Euronews
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Décimo aniversário da morte de Osama bin Laden
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Foi aqui, em Abottabad, no Paquistão, onde hoje só brincam crianças, que a mais retumbante operação militar dos últimos anos teve lugar há dez anos. O alvo era Osama bin Laden, o líder da Al Qaida, que os Estados Unidos perseguiam desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

Além de uma enorme laje de betão, nada resta hoje do complexo residencial em que bin Laden se escondeu: uma casa de três andares, rodeada por muros altos, localizada não muito longe de uma base militar paquistanesa.

O antigo director da CIA, John Brennan, contou à AFP como a operação era arriscada e incerta. Os serviços secretos suspeitavam da presença de bin Laden nesta casa porque seguiam, há meses, um mensageiro da Al Qaida, que fazia deslocações frequentes e esta casa rodeada de fortes medidas de segurança. Repararam num homem alto e magro e a CIA colocou a hipóteses de se tratar de bin Laden.

O líder da Al Qaida era o homem mais procurado do mundo. Na Casa Branca, havia quem considerasse as suspeitas suficientemente importantes para lançar uma operação militar e também quem considerasse que era demasiado arriscado.

A 29 de abril, Barack Obama deu luz verde a uma missão de comando chamada "Neptune Trident". A incursão seria realizada por helicóptero. Durante a noite de 1 a 2 de maio de 2011, dois aviões descolaram do Afeganistão para um voo de 90 minutos para o norte do Paquistão, uma localização a apenas 100 quilómetros de Islamabad. A bordo estavam vinte membros de uma unidade de forças especiais.

À chegada a Abotabbad, um dos helicópteros despenhou-se sem causar quaisquer baixas. Este percalço não comprometeu a operação, que foi seguida em direto na Sala de Situações de Crise da Casa Branca, onde a tensão ficou imortalizada numa fotografia que correu o mundo.

20 minutos após a chegada a Abottabad, as forças especiais americanas comunicavam ter encontrado e morto Osama Ben. Após a identificação do corpo através de testes físicos e de ADN, era seguro avançar com a notícia. Pouco antes da meia-noite de 2 de maio, em Washington, Barack Obama anunciava ao mundo a morte do líder da Al Qaeda.

A operação "Geronimo" pôs fim a dez anos de caça ao cérebro dos atentados do 11 de setembro, que já tinha escapado uma vez nas grutas de Tora Bora, no leste do Afeganistão.

Os restos mortais do homem mais procurado no mundo foram submersos no Mar Arábico. Os Estados Unidos não quiseram depositar o corpo na Terra, para evitar que o local se tornasse num destino de peregrinação dos seus apoiantes e seguidores.