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Índia bate recorde de mortes diárias e não deve ficar por aqui

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Índia bate recorde de mortes diárias e não deve ficar por aqui
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O cenário é dantesco e a Índia não tem mãos a medir para lidar com as mortes provocadas pela covid-19. No espaço de 24 horas registaram-se mais 3 689 óbitos, um novo recorde no país, e a tendência é para aumentar. No sábado a Índia tornou-se no primeiro país a ultrapassar os 400 mil novos casos diários.

Os meios de comunicação locais informam que várias mortes se deveram à falta de oxigénio nos hospitais. Para ajudar o país a superar o colapso do sistema de saúde, mais de quarenta países enviaram auxílio médico. De França chegou um avião de carga com 28 toneladas de equipamento, incluindo oito geradores para produzir oxigénio medicinal a partir do ar ambiente. Para o embaixador francês na Índia, Emmanuel Lenain, é importante retribuir as boas ações do passado:

"A Índia ajudou-nos o ano passado quando os hospitais franceses tinham falta de medicamentos. E o povo francês não se esquece. Queremos ser solidários agora, que é a Índia a passar por dificuldades."

Apesar de ser um dos maiores produtores mundiais de vacinas para a covid-19, a Índia tem sentido dificuldades para fazer face à procura interna. A explosão da segunda vaga levou mesmo à suspensão temporária da exportação das vacinas da AstraZeneca fabricadas no país.

Desde este sábado que todos os cidadãos adultos se podem vacinar, mas o início da campanha ficou marcado pela falta de vacinas disponíveis em vários pontos do país. Já receberam as duas doses da vacina 28 milhões de pessoas, muito pouco num país com perto de 1400 milhões de habitantes.