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Extrema direita falha regionais em França

De  Teresa Bizarro
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Extrema direita falha regionais em França
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Baralhar e dar de novo aos mesmos protagonistas. As eleições regionais em França eram vistas como um ensaio geral das presidenciais do próximo ano e, com uma abstenção esmagadora de 65,7%, o poder não mudou de mãos. No hexágono, 7 regiões para a direita e 5 para a esquerda. Os nacionalistas mantiveram a Córsega.

A extrema direita de Marine Le Pen falhou a ambição de ganhar pelo menos uma região. A primeira volta tinha alimentado as previsões de um bom resultado para a Reunião Nacional em cinco regiões. Le Pen justifica o falhanço com "alianças contranatura" que "tudo fizeram para impedir" a Reunião Nacional de "mostrar a capacidade de liderar um executivo regional", especialmente no sul, no triângulo Provença-Alpes-Côte d'Azur.

Os partidários de Marine Le Pen justificam os maus resultados com a baixa participação dos eleitores franceses e consideram que estas regionais não podem ser tidas em conta como indicador para as próximas presidenciais.

Eleições de 2022 à vista

Marine Le Pen mantém-se como a principal sombra a Emmanuel Macron. Os dois lideram as intenções de voto para as presidenciais de 2022, de acordo com uma sondagem da Ipsos/Sopra Steria para as televisões e rádios públicas francesas.

O partido de Macron teve também um desempenho pobre nas regionais, mas ao contrário da extrema direita, a República em Marcha nunca estabeleceu uma presença forte na política local.

Na lista dos derrotados estão também os Verdes, que, depois do bons resultados nas eleições municipais, alimentavam a pretensão de alcançar um executivo regionial.

Entre os vencedores, Xavier Bertrand, de Os Republicanos, partido fundado por Nicholas Sarkozy. Foi reeleito presidente da região da Alta França, emerge como um potencial candidato da direita às presidenciais.