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Cadeia de supermercados sueca continua fechada após ciberataque

De  Nara Madeira com AP, AFP, EVN
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Cadeia de supermercados sueca continua fechada após ciberataque
Direitos de autor  Ali Lorestani/ALI LORESTANI
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Pelo terceiro dia consecutivo a cadeia de supermercados sueca Coop está de portas fechadas. O sistema de gestão das 800 lojas - sistema de faturação e terminais de pagamento - foi alvo de um ciberataque. Piratas informáticos exigem o pagamento de um resgate para desbloquearem o sistema.

Este não foi o primeiro caso este ano, mas atingiu também, e apenas na Suécia, uma cadeia de farmácias, uma de estações de serviço, a rede ferroviária estatal e o canal público de televisão.

O ciberataque ocorreu no sábado e atingiu empresas de todo o mundo, não se sabe quantas, investigadores na área da cibersegurança pensam que tenha sido dirigido a empresas clientes do fornecedor de software Kaseya e pode ter-se tratado do maior ataque, com pedido de resgate, de que há registo.

O ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, afirmava que o que os piratas informáticos "__visam nestes ataques são sistemas usados nas Forças Armadas, autoridades estatais, outras empresas. Por conseguinte, afeta a sociedade num amplo espectro e mostra o que pode acontecer numa situação de política de segurança apertada quando um antagonista quer, realmente, sabotar a sociedade. Estes métodos podem servir para fechar grandes partes da sociedade, o que mostra como a situação é muito grave", rematava.

Empresas dos EUA foram também atingidas no sábado. Um grupo que se pensa operar da Rússia pode ser o responsável. Se for, e Biden já o disse a Putin, haverá consequências.

O FBI liga o ataque a um dos maiores produtores de carne norte-americanos, em maio, a esse núcleo, o REvil. Na altura foram pagos 11 milhões de dólares para desbloquear a situação.