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Fenómenos climáticos extremos vão continuar

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Fenómenos climáticos extremos vão continuar
Direitos de autor  Shafiqur Rahman/AP
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O Reino Unido vai enfrentar cada vez mais fenómenos meteorológicos extremos. Essa é a principal conclusão do relatório anual do Gabinete de Meteorologia britânico.

O documento afirma que as alterações climáticas não são uma coisa do futuro, são já uma realidade, como se pôde comprovar nos últimos dias.

O climatólogo Mike Kendon assegura que "estamos a assistir a uma tendência para mais altas temperaturas e mais chuvas extremas a emergir no nosso clima e esperamos que isso continue. Se pensarmos mais globalmente, tivemos recentemente alguns eventos meteorológicos muito, muito severos, 49,6° Celsius, um recorde de temperatura de todos os tempos no Canadá. Um evento como este não é simplesmente possível de explicar sem a influência humana sobre o sistema climático".

Segundo o gabinete britânico, o ano de 2020 foi o terceiro mais quente, o quinto mais húmido e o oitavo mais ensolarado desde que começaram os registos em 1884. Os prognósticos não são animadores.

"As previsões são muito claras: com essencialmente mais energia térmica no sistema e a atmosfera capaz de conter mais água, é provável que tenhamos mais tempestade, mais eventos extremos, eventos mais húmidos a tornarem-se ainda mais húmidos, eventos mais secos a tornarem-se ainda mais secos, e as previsões sobre o nível do mar, a sua subida inexorável, são claras", afirma o diretor do Centro Nacional de Oceanografia, Ed Hill.

Os eventos climáticos extremos mostram ser uma realidade em 2021.

O Reino Unido registou temperaturas extremas em algumas partes do país.

As cheias repentinas, como as registadas esta semana, alagaram estradas e várias infraestruturas essenciais como hospitais e estações de metro. Segundo os especialistas, estes fenómenos serão cada vez mais frequentes.