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Crise humanitária leva a pilhagens

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De  Ricardo Figueira
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Crise humanitária leva a pilhagens
Direitos de autor  Matias Delacroix/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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Sem teto e sem comida há vários dias, uma multidão de haitianos lançou-se sobre os camiões de ajuda humanitária e pilhou o conteúdo. O episódio passou-se em Les Cayes, uma das localidades mais afetadas pelo terramoto do dia 14, que matou pelo menos 2200 pessoas, fez mais de 12 mil feridos e deixou pelo menos 10 mil casas destruídas ou danificadas.

Um jovem fala do desepero sentido pela população de Les Cayes: "As pessoas têm fome, as casas ruíram e as pessoas não encontram comida. Quando o camião chegou, a polícia guardou-o dentro do perímetro da esquadra e não quis distribuir a ajuda".

Não muito longe de Les Cayes, na pequena localidade de Vye Terre foi palco de cenas semelhantes. Também aqui os camiões com a ajuda humanitária foram pilhados. a cada vez maior frustração das populações é patente nestas multidões que se aglutinam junto dos camiões. As pilhagens começaram na sexta-feira, perante a lentidão na distribuição da ajuda.

O primeiro-ministro haitiano Ariel Henry diz que o país aprendeu com a crise humanitária de 2010 e, por isso, o governo decidiu coordenar a resposta às emergências através de um organismo único: A Agência de Proteção Civil.

A vice-secretária-geral das nações unidas, Amina Mohammed esteve nas regiões afetadas, encontrou-se com feridos e com trabalhadores humanitários que trabalham na resposta a esta catástrofe, a mais recente a atingir o país mais pobre de todo o hemisfério ocidental.