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Haiti desespera por ajuda humanitária

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De  Euronews com AP
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Hospital destruído por terramoto no Haiti
Hospital destruído por terramoto no Haiti   -   Direitos de autor  Fernando Llano/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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Milhares de desalojados e buscas que não cessam entre os escombros marcam atualmente a paisagem do sudoeste do Haiti, depois do terramoto de 7,2 na escala de Richter, que, este sábado abalou o país.Pelas contas da Proteção Civil, além dos quase 2189 mortos, o país conta já com 12 mil feridos e 332 desaparecidos.

Prestar ajuda humanitária em segurança às centenas de milhares de pessoas afetadas, algumas em áreas remotas, é um dos grandes desafios.

Em Les Cayes, onde tudo falta por estes dias, a demora na chegada de ajuda, que parece sempre escassa, deixa entre a população uma sensação de abandono.

A falta de meios sente-se sobretudo nos hospitais das áreas mais atingidas. As associações humanitárias no terreno destacam a urgência de equipamento médico.

Uma organização estrangeira há quase três décadas no país contou, no entanto, à agência de notícias Associated Press que o governo recusou a assistência de centenas de médicos voluntários.

A falta de alimentos é outra preocupação, depois de o terramoto de sábado ter destruído fontes de comida e rendimento para grande parte da população.

Relatos dão também conta de pessoas aglomeradas perto de edifícios em ruínas. Sem sítio onde dormir, exigem acesso a materiais para fazer abrigos.

O cenário é já de grande devastação, mas só quando todos os acessos às zonas remotas forem limpos é que será possível ter uma noção da total extensão da catástrofe.