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"Não há muito para celebrar" no 50° aniversário da Greenpeace

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De  Euronews
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"Não há muito para celebrar" no 50° aniversário da Greenpeace
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A Greenpeace tem 50 anos e está preocupada e mais determinada do que nunca. Na sede, em Amesterdão, há cartazes das mais diversas operações em que a organização ambientalista se envolveu nestas cinco décadas. Testemunhos de um passado rico em causas e lutas.

A diretora executiva, Jennifer Morgan, faz o balanço: "Penso que este é um momento para refletir sobre o passado, e também todo o trabalho que temos tido com os nossos aliados. Mas não há muito para celebrar neste momento. Encontramo-nos numa emergência climática. A perda da biodiversidade está a acelerar. E, por isso, de certa forma, tudo o que fizemos ao longo destes 50 anos, temos de nos unir agora e aplicá-lo na criação de uma mudança absolutamente radical e profunda. O tempo está a esgotar-se".

Quando a pergunta é sobre os objetivos para daqui a 50 anos, a resposta é pronta e radical: "Bem, acho que o objetivo seria que a Greenpeace já não existisse! Sabe, eu penso que a Greenpeace está aqui para tentar fazer da Terra um lugar mais seguro e para construir esse mundo juntamente com outros. "

Jennifer Morgan diz que o idealismo que fundou a Greenpeace há 50 anos é mais necessário do que nunca. A organização continua pacifista, menos radical que outrora, e cada vez mais cooperante com outros grupos ambientais. A próxima meta é a COP26, prevista para outubro, na Escócia.