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Crise de combustíveis no Reino Unido

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Crise de combustíveis no Reino Unido
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Filas e mais filas.

É este o cenário dos últimos dias perto dos postos de abastecimento de combustíveis no Reino Unido. Nas grandes cidades como Londres, por exemplo, o trânsito acumula-se ainda mais.

De acordo com o Governo britânico, não há falta de combustíveis no país, no entanto, a falta de camionistas tem dificultado a sua distribuição.

Os britânicos entraram em pânico e acorreram às bombas de gasolina. Algumas tiveram de ser encerradas e muitos britânicos tiveram de encostar os veículos por falta de combustível, como aconteceu a uma londrina.

"O meu carro está estacionado a cerca de cinco ou seis quilómetros na estrada, por isso, estou a ligar para as estações de serviço durante toda a manhã e ninguém atende."

Esta fila começou a formar-se quando um camião de combustível começou a reabastecer as bombas, anunciando a reabertura. Depois, instalou-se o caos.

"Há trânsito por todo o lado, nem sequer conseguimos circular. Estamos literalmente presos no trânsito, a perder tempo. É um pesadelo", afirma um londrino.

O Governo, os líderes da indústria e dos grupos automobilísticos acreditam que a crise vai resolver-se em breve.

O porta-voz do Royal Automobile Club, Simos Williams, acredita que a situação se "tornou uma profecia auto cumprida. Alguma escassez num pequeno número de posto de abastecimento da BP transforma-se numa grande história. Todos começam a comprar em pânico, durante o fim de semana, e os postos de abastecimento em todo o país ficam sem combustível. Os retalhistas já estão a receber entregas e penso que em questão de dias o combustível vai chegar. Muitas pessoas já compraram mais combustível do que normal, por isso espero que não precisem de reabastecer durante algum tempo."

A crise dos combustíveis tornou-se num problema político. O Governo de Boris Johnson viu-se obrigado a rever as regras de imigração impostas após o Brexit, permitindo a entrada, temporária, no país de cerca de cinco mil camionistas estrangeiros. No entanto, teme-se que a medida seja insuficiente.

"O Governo e os líderes da indústria acreditam que se as pessoas pararem de comprar, em pânico, isto vai diminuir. Mas tentem dizer isso às pessoas que veem filas e caos como estes. Há avisos de que a escassez de camionistas, que é também uma das causas, terá consequências muito mais incómodas com a chegada do inverno", relata o correspondente da euronews em Londres Tadhg Enright.