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São Paulo despede-se das vítimas mortais da Covid-19

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De  Nara Madeira com AP
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São Paulo despede-se das vítimas mortais da Covid-19
Direitos de autor  Andre Penner/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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Um Memorial da Despedida feito de pequenos moinhos de vento para lembrar as mortes associadas à Covid-19, em São Paulo. No Brasil elas são já quase 600 mil.

São 38.000 cataventos de papel, colocados na Praça Roosevelt, no centro da cidade, cada uma representa uma das vítimas. Uma forma de lembrar e de ajudar quem não pode despedir-se, devido às restrições de movimentos durante o confinamento, a fazer o luto.

A assistente social Márcia Torres, envolvida no projeto, explicava que neste momento de pandemia as pessoas precisam de atenção para que consigam ultrapassar a dor de não terem tido a possibilidade de se despedirem dos seus entes queridos. O processo de luto é diferente, acrescenta, é mais longo porque é incompreensível o que ocorreu e, por isso, a dor é maior.

Bruna Chaves perdeu a mãe e o padrasto para a Covid-19. Para ela para além das quase "__600 mil pessoas que se foram" há muitas outras "que morrem com elas, emocionalmente".

Danilo César é um dos organizadores deste memorial. O objetivo destes moinhos de vento, esclarece, é serem um símbolo de "esperança, de __renovação, uma lufada de ar fresco", que permita "trabalhar colectivamente neste processo e procurar uma renovação, mantendo vivo o legado das inúmeras pessoas que deixaram este plano mas permanecem" nas mentes dos seus familiares.

O memorial pode ser visitado até ao dia de Finados.

Óbitos podiam ter sido evitados

Um relatório do Imperial College London dava conta de que cerca de metade dos óbitos em hospitais poderiam ter sido evitados e que na sua origem estão as desigualdades em termos geográficos, existentes já no período pré-pandemia, associadas à falta de capacidade do sistema de saúde.

No país mais de 21,5 milhões de pessoas foram infetadas com o novo coronavírus desde o início da sua propagação no país, e sobretudo desde o surgimento das novas variantes. Atualmente, os estados mais afetados são Minas Gerais e Goiás.

O Brasil tem cerca de 45% da população totalmente vacinada contra a doença, ou seja, 96 milhões de pessoas.