O chefe do Pentágono garante que os Estados Unidos vão continuar a apoiar as forças taiwanesas, mas recusou-se a confirmar as palavras do presidente Joe Biden sobre um "compromisso" de Washington para defender militarmente a ilha em caso de ataque da China.
O chefe do Pentágono garante que os Estados Unidos vão continuar a apoiar as forças taiwanesas, mas recusou-se a confirmar as palavras do presidente Joe Biden sobre um "compromisso" de Washington para defender militarmente a ilha em caso de ataque da China.
"Ninguém quer ver esta questão do estreito de Taiwan rebentar, certamente não o presidente Biden e não há razão para que isso aconteça. Continuaremos a ajudar Taiwan com todo o arsenal militar de que precisa para se defender. Por isso, vamos prosseguir focados nessas questões", afirmou o secretário de Estado da Defesa, Lloyd J. Austin.
As declarações de Austin foram proferidas na sede da NATO, em Bruxelas. O secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, deixou um apelo: "Devemos resolver todas as disputas, diferenças e desacordos na região por meios políticos e diplomáticos."
Depois de na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos ter afirmado que o país está disposto a defender militarmente Taiwan, o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros deixou um apelo a Washington.
"Pedimos aos Estados Unidos para aderirem efetivamente ao princípio de uma só China, para serem cautelosos com as suas palavras e ações sobre a questão de Taiwan e para não enviarem quaisquer sinais errados às forças separatistas da independência de Taiwan”, disse Wang Wenbin.
O chefe do Pentágono garantiu que Estados Unidos continuam a respeitar o princípio de uma só China, segundo o qual Washington reconhece diplomaticamente apenas o governo de Pequim.