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ONU diz que corte no CO2 não é suficiente

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De  Ricardo Figueira
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ONU diz que corte no CO2 não é suficiente
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A poucos dias do começo da COP26 em Glasgow, a ONU publicou um novo relatório que o próprio secretário-geral António Guterres qualificou como "um sinal de alarme", segundo o qual as metas de redução das emissões de gases com efeito de estufa fixadas pelos vários países ficam aquém daquilo que é preciso para contrariar as mudanças climáticas.

No documento, a ONU diz que há uma diferença significativa entre aquilo que os cientistas recomendam e aquilo que as lideranças mundiais estão dispostas a fazer.

"O tempo da simpatia diplomática já passou. Se os governos, sobretudo os do G20, não se impuserem e liderarem este esforço, encaminhamo-nos para um sofrimento humano terrível. Todos os países precisam de perceber que o velho modelo de desenvolvimento, baseado no carbono, é uma sentença de morte para as economias e para o nosso planeta".

O tempo da simpatia diplomática já passou.
António Guterres
Secretário-Geral da ONU

O atual plano do grupo de 120 países prevê limitar o aquecimento global a um grau e meio e reduzir as emissões em 7,5% até 2030, mas os cientistas dizem que, para atingir essa meta, os cortes têm de ser de 55% pelo menos.

O relatório diz ainda que o compromisso de vários países em atingir as "emissões zero" até 2050, se implementado na totalidade, iria apenas limitar o aquecimento global a 2,2 graus Celsius até ao final deste século, um valor acima dos dois graus previstos pelo acordo de Paris.