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Carvão na RD Congo é mais económico e mais "verde"

Carvão na RD Congo é mais económico e mais "verde"
Direitos de autor Melanie Gouby/AP
Direitos de autor Melanie Gouby/AP
De  Laurence AlexandrowiczRicardo Figueira
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Técnica introduzida com o apoio da União Europeia permite fazer carvão mais depressa e poupar as florestas do país.

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Usado para cozinhar, o carvão é um elemento essencial no dia-a-dia da população da República Democrática do Congo. Mas é também uma das principais causas da desflorestação. Para poupar as árvores do país, a organização científica CIFOR, com o apoio da União Europeia, lançou um programa para fazer carvão com sobras da indústria da madeira, usando uma técnica revolucionária, que além de mais amiga do ambiente, permite também transformar a madeira em carvão muito mais depressa. Antes, a carbonização levava até duas semanas. Agora, quatro a seis dias são suficientes.

Jean Lejoly, um dos cientistas responsáveis pelo projeto, explica: "O que propomos é uma carbonização industrial, com fornos metálicos de oito metros cúbicos, nos quais dispomos a madeira de forma tradicional, como a população daqui faz, e submetemo-la a um processo de carbonização anaeróbica".

Esta é também uma ajuda às famílias, que consomem em média 150 quilos de carvão por mês, o que representa um orçamento de oito a 15 euros, quando os rendimentos mensais oscilam entre os 40 e os 90 euros, em média.

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