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Boris Johnson: "Falta de acordo na COP26 é incompreensível"

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De  Nuno Prudêncio
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Johnson ultima apelos na COP26
Johnson ultima apelos na COP26   -   Direitos de autor  ANDY BUCHANAN/AFP

Viam-se passos apressados e alguma agitação na COP26, porque a cimeira do clima está a acabar e urgem respostas. De repente, é anunciado em Glasgow um compromisso que surpreendentemente junta Estados Unidos e China, os dois principais poluidores do mundo.

O enviado americano, John Kerry, veio declarar que "é urgente acelerar as ações" para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, comprometendo-se a adotar com Pequim medidas determinantes ao longo da próxima década. O mesmo disseram os representantes chineses.

Será incompreensível para o mundo se não conseguirmos. A reação das pessoas vai ser enorme e duradoura. E, sinceramente, vamos merecer essas críticas.
Boris Johnson
Primeiro-ministro britânico

Mas, apesar do efeito surpresa, a grande questão está em saber quais são concretamente essas medidas, o que acabou por não ser explicado.

Apesar disso, António Guterres, secretário-geral da ONU, louvou as intenções dos dois países e escreveu no Twitter que "é um passo importante na direção certa".

PAUL ELLIS/AFP
Ativista indígena brasileiro, da tribo Paiter Suruí, na COP26PAUL ELLIS/AFP

Boris Johnson, anfitrião do encontro, afirma que a falta de um acordo global é inaceitável.

"Será incompreensível para o mundo se não conseguirmos. A reação das pessoas vai ser enorme e duradoura. E, sinceramente, vamos merecer essas críticas", afirmou o primeiro-ministro britânico.

Os protestos dos ativistas prosseguem, as acusações de inação sucedem-se, as atividades da delegação da Arábia Saudita no encontro levantam interrogações e os países em desenvolvimento continuam a salientar que, sem o apoio financeiro dos mais ricos, as metas do Acordo de Paris são impossíveis de alcançar.