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Pacto Climático de Glasgow desilude

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Pacto Climático de Glasgow desilude
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Chegou-se a um acordo na Cimeira das Nações Unidas para o Clima em Glasgow. No entanto, uma alteração de última hora na declaração final que substituiu a expressão "fim progressivo" por "redução progressiva" do carvão, proposta pela Índia, um dos países mais poluidores do mundo, causou grandes desilusões.

O presidente da 26ª conferência do clima da ONU, Alok Sharma, disse estar "bastante desapontado", mas sublinhou que foi conseguido "um acordo histórico". Sharma confessa que gostaria que tivessem "sido capazes de manter a linguagem que estava originalmente lá. No entanto, temos uma linguagem sobre o carvão, temos um discurso sobre a redução gradual do carvão não atenuado", por isso acredita "que muita gente se congratulará com o facto de pelo menos isso ter sido conseguido".

A diretora executiva da Greenpeace Internacional, Jennifer Morgan, considera que o pacto é "fraco, mas envia um sinal do Fim do Carvão. Por isso é uma coisa boa, mas não corresponde ao momento. Mantém o objetivo de 1,5 graus, por pouco." Morgan acredita "que os jovens de todo o mundo não vão aceitar outra Conferência como esta. "

O enviado especial dos Estados Unidos da América para as alterações climáticas preferiu ver o copo meio cheio. John Kerry afirmou que "o carvão e a sua eliminação progressiva está nos livros, faz parte da decisão. É preciso reduzir gradualmente o carvão antes de se poder acabar com o carvão. Portanto, este é o início de algo".

O Pacto Climático de Glasgow reforça o compromisso de limitar o aquecimento global a 1,5 graus, no entanto, fica a certeza de que muito ficou por fazer.