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Bálticos unidos contra Lukashenko

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De  Teresa Bizarro  com Agências
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Bálticos unidos contra Lukashenko
Direitos de autor  Leonid Shcheglov/BelTA

Letónia e Lituânia estão na primeira linha do conflito que opõe a Bielorrússia à União Europeia. Ao lado, a Estónia solidariza-se com os parceiros do Báltico. Os líderes dos três países estiveram reunidos em Vilnius. Põem a culpa da crise migratória nos ombros de Minsk e consideram que a Bielorrússia deve ser responsabilizada por "tráfico de seres humanos".

Os Estados Bálticos pedem a Bruxelas uma política de asilo mais restritiva e "apoio financeiro para a construção de barreiras físicas" nas linhas de fronteira.

Para o Presidente da Lituânia, "esta questão exige soluções e acções imediatas ao nível europeu e internacional". Gitanas Nauseda sublinha que "a crescente ameaça na fronteira com a Bielorrússia não é apenas o problema da Lituânia ou da Polónia" porque se trata de "proteger as fronteiras externas da União Europeia e da NATO".

Lituânia, Letónia e Estónia garantem ainda estar dispostos a unir-se à Polónia para pedir uma reunião da NATO sobre o conflito.

Esta segunda-feira, mais cerca de 400 migrantes ficaram encurralados entre a Polónia e a Bielorrússia. Dizem ter tido a informação de que a fronteira estava aberta, mas tal não se confirmou.

A União Europeia estima que podem ser 4 mil os migrantes nestas condições, a viver dias de grande precariedade, à medida que as temperaturas descem.

O governo bielorrusso diz que vai garantir o repatriamento destes migrantes, mas a promessa não convence o ocidente.

União Europeia e Estados Unidos têm na mesa um novo pacote de sanções contra o regime de Alexander Lukashenko. Citado pela agência de notícias oficial, o presidente bielorrusso anunciou que se as penalizações aumentarem, o país vai "defender-se".