This content is not available in your region

Max Verstappen é campeão do mundo de Fórmula 1 impondo-se a Lewis Hamilton com polémica

Access to the comments Comentários
De  Euronews
euronews_icons_loading
Primeiro piloto dos Países Baixos a vencer Mundial da Fórmula 1
Primeiro piloto dos Países Baixos a vencer Mundial da Fórmula 1   -   Direitos de autor  AP Photo/Kamran Jebreili, Pool

Max Verstappen vence Grande Prémio de Abu Dhabi e sagra-se campeão do mundo de Fórmula 1, com uma ultrapassagem a Lewis Hamilton muito perto da meta. A Mercedes ainda protestou o resultado da corrida, mas a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) rejeitou a queixa.

O neerlandês, de 24 anos, conquista o trono da competição pela primeira vez na carreira.

Esta derradeira prova da temporada começou logo com uma picardia entre os dois pilotos, que partiram da primeira linha da grelha, com vantagem para o homem da Red Bull, na "pole position".

Os dois estavam empatados em pontos e esta corrida final decidia o título. Logo no arranque, Hamilton foi melhor, ganhou a dianteira, mas Verstappen forçou a ultrapassagem para tentar ganhar a liderança.

O britânico da Mercedes saiu da pista, mas reentrou ainda na frente, o que levou o neerlandês a pedir a devolução da liderança. Recusada.

A própria organização rejeitou investigar o incidente e deixou a corrida (e o duelo) prosseguir.

A corrida manteve-se sempre em aberto, com Hamilton a conseguir aguentar mais tempo na frente e era líder quando o "carro de segurança" teve de entrar na pista devido a um despiste de Nicholas Lafiti na volta 56 das 58 desta prova.

Verstappen aproveitou para trocar de pneus para um quarteto mais macio e foi premiado. Com uma última volta a dar tudo pelo triunfo, o neerlandês conseguiu ultrapassar Hamilton numa das derradeiras curvas e disparou para o título mundial, o primeiro de um neerlandês na Fórmula 1.

A Mercedes ainda apresentou protesto meia hora depois do final da corrida, alegando violação dos artigos 48.12 e o 48.8 do regulamento em diferentes reclamações, mas ambas foram rejeitadas pela FIA.

O organismo respondeu à fabricante alemã com o artigo 15.3, que "permite ao diretor da corrida o controlo do uso do carro de segurança". "O que na nossa determinação inclui a sua mobilização e retirada", lê-se no comunicado da FIA.

"Não obstante o pedido da Mercedes para que os comissários corrijam o assunto, alterando a classificação para refletir as posições no final da penúltima volta, esta é uma etapa que os Comissários acreditam estar efetivamente a encurtar a corrida retrospetivamente e, portanto, não apropriada. Em consequência, o protesto é rejeitado", concretiza a FIA.

A Mercedes tem 72 horas para apresentar recurso da decisão.

O britânico Lewis Hamilton, que liderou durante 57 voltas, acabou em segundo e o espanhol Carlos Sainz completou o pódio.

Na classificação geral do Mundial, Verstappen terminou com 395,5 pontos, Hamilton ficou a oito pontos e coube ao finlandês Valtteri Bottas, com 226 ontos, o terceiro lugar.

"É incrível" afirmou neerlandês quando saiu do monolugar da Red Bull para celebrar com a restante equipa, com a companheira e com quem lhe pareceu pela frente naqueles momentos efusivos.

AP Photo/Kamran Jebreili, Pool
Hamilton (esq.) e Carlos Sainz (dta.) assistem no pódio à festa do novo campeãoAP Photo/Kamran Jebreili, Pool

"Tive a oportunidade naquela última volta e ainda estou com uma câimbra, mas é de loucos. Estou sem palavras. A minha equipa merece-o", afirmou depois na "flash interview" oficial da competição.

Verstappen não esqueceu o "fantástico colega de equipa", Sérgio Perez, e desejou repetir este momento "nos próximos 10 ou 20 anos". "Deram-me a confiança para fazer parte desta equipa em 2016 e o nosso objetivo era ganhar. Acabámos de o fazer", concretizou.

Nos construtores, depois de ter ajudado Verstappen a lutar pelo título, Sérgio Perez acabou por desistir, retirando a Red Bull da contenda e abrindo espaço para o oitavo título consecutivo, com o segundo lugar de Hamilton e o sexto de Valtteri Bottas.