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Presidente da Ucrânia assina pedido de adesão à União Europeia

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De  Euronews
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Presidente da Ucrânia assina pedido de adesão à União Europeia
Direitos de autor  Efrem Lukatsky/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

**Com a ofensiva russa em curso, a Ucrânia volta-se, cada vez mais, para o Ocidente para escapar à órbita de Moscovo. **Esta segunda-feira, o presidente ucraniano assinou um pedido de adesão à União Europeia (UE).

Horas antes, Volodymyr Zelensky tinha recorrido às redes sociais para dizer que voltou a pedir à União Europeia a "luz verde" para aderir imediatamente ao bloco comunitário, através de um recurso a um procedimento especial.

O processo, feito de várias etapas, leva, normalmente, anos a ficar completo.

"Pedimos à União Europeia a adesão imediata da **Ucrânia **[ao bloco comunitário] através de um novo procedimento especial", sublinhou Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia.

Para a presidente da Comissão Europeia, esse é um caminho natural.

Numa entrevista exclusiva à Euronews, Ursula von der Leyen, disse que "no devido momento" a Ucrânia deve juntar-se ao bloco.

"Temos um processo [conjunto] com a Ucrânia que passa, por exemplo, por integrar o mercado ucraniano no Mercado Único europeu. Temos uma cooperação muito estreita. Eles fazem parte da nossa família. São um de nós e nós queremos que eles entrem", referiu a presidente do executivo comunitário.

Mas esta segunda-feira, o porta-voz principal da Comissão Europeia, Eric Mamer, lembrou que o assunto tem de ser discutido pelo Conselho Europeu e adivinham-se debates intensos.

"Ouvimos a mensagem do Presidente Volodymyr Zelensky, a apelar a um processo de adesão acelerado e rápido, mas, permitam-me que recorde que a Comissão Europeia funciona com base num mandato que recebe para negociar. Não somos nós mesmos a definir esse mandato", ressalvou Eric Mamer.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que a adesão da Ucrânia exige a unanimidade entre os 27 Estados-membros da União Europeia. Acrescentou que, neste momento, existem “opiniões e sensibilidades diferentes”.

A Ucrânia não está só nesta ambição.

Albânia, Sérvia, República da Macedónia do Norte e Montenegro aguardam, forma impaciente, para se sentar à mesa, de igual para igual, com outros líderes do bloco comunitário. A Bósnia-Herzegovina, Kosovo e Moldávia também.

As ambições europeias de Kiev foram uma força-motriz de uma revolta intensa que levou ao afastamento do então Presidente Viktor Yanukovych (pró-Moscovo), em 2014.