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População determinada a não entregar Kiev às tropas russas

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População determinada a não entregar Kiev às tropas russas
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"Pode parecer tudo muito calmo à minha volta, mas a capital ucraniana está realmente em modo de combate e o estado de espírito também é de combate. Após cinco dias de guerra, o facto da invasão russa de Kiev ainda não ter acontecido foi encarado por muitos - e por todos aqueles com quem falei - como sendo já uma forma de vitória e a mobilização da população é total.

As pessoas estão a inscrever-se dia após dia nos gabinetes de recrutamento da defesa territorial, e eu própria já assisti a isso. Vi as filas e aqueles que não se estão a inscrever estão prontos a ajudar o exército de qualquer forma possível, doando comida, sangue, dinheiro e também fazendo armas improvisadas em casa, como cocktails Molotov. Já vi voluntários a ajudar os soldados a erguer barricadas à volta da cidade e os postos de controlo começam a aparecer por todo o lado.

O estado de espírito é realmente de bastante nervosismo. Os soldados estão em alerta máximo e eu própria passei pela experiência. A certa altura, fui controlada à mão armada até todos os meus documentos serem verificados, o que é compreensível. Tem havido lutas de rua entre civis ucranianos e grupos russos não identificados que realizam de vez em quando operações de sabotagem na cidade, e essas operações podem ser letais. Algumas pessoas têm sido mortas, incluindo crianças. Por isso, existe de facto muita tensão.

Mas, de qualquer forma, as pessoas aqui estão realmente determinadas a não entregar nem um centímetro desta cidade às tropas russas", explicou a enviada da euronews a Kiev, Valérie Gauriat.