Ainda há quem resista à guerra e ao frio na bombardeada Irpin

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Grupo de ucranianos de Irpin recusa fugir e enfrenta a destruição e o frio

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Os combates entre as forças invasoras russas e os soldados ucranianos transformaram a localidade de Irpin, nos arredores de Kiev, numa autêntica cidade fantasma.

São poucas a pessoas que resolveram ficar...

"Não há mais nada aqui. Agora estamos a recolher animais vadios e a alimentá-los, porque as pessoas os deixaram para trás e fugiram. Há comida, onde eu vivo há uma lareira. Simplesmente não consigo compreender, porque [alguém] destruiria isto. Não havia ninguém aqui, eles partiram mais cedo. Havia pessoas naquela parte da casa, mas graças a Deus, elas estavam lá fora, e também saíram 15 minutos mais tarde", refere Irina Moprezova.

Mykola Karpovych tem 84 anos e questiona: "Partir? Para onde iria? - Iremos para Kiev? Não vou a lado nenhum. O que for, será. Estou demasiado velho".

"Houve muitos bombardeamentos, esta noite. Esperava que a linha da frente se afastasse de nós, de Irpin, por isso decidimos ficar. Mas agora, depois do bombardeamento, é insuportável", refere o ancião Vitaliy Karpovych.

Sem eletricidade ou combustíveis para se aquecerem, a sobrevivência destas pessoas torna-se cada vez mais difícil. Não sabem quanto mais tempo vão conseguir resistir.

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