Kiev rejeita ultimato de Moscovo para render Mariupol

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De  Bruno Sousa
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Pentágono promete "reação significativa" em caso de utilização de armas químicas ou biológicas

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Kiev rejeitou o ultimato de Moscovo para render Mariupol. De acordo com as autoridades ucranianas, a rendição a cidade portuária no sul do país está "fora de questão".

O prazo anunciado pela Rússia para o estabelecimento de corredores humanitários que permitissem a evacuação de Mariupol foi ultrapassado esta madrugada e para Moscovo, "os 130 mil civis que são usados como reféns" arriscam agora tribunal militar.

O ultimato tinha sido feito pela voz de Mikhail Mizintsev, diretor do Centro de Defesa Nacional Russo: "Apelamos às Forças Armadas da Ucrânia, aos batalhões de defesa territorial e aos mercenários estrangeiros para pararem as hostilidades. Baixem as armas e utilizem os corredores humanitários acordados com a Ucrânia para entrar nos territórios controlados por Kiev."

Apesar dos apelos à saída voluntária, Lyudmyla Denisova, comissária para os Direitos Humanos na Ucrânia, acusa a Rússia de usar a força para levar milhares de habitantes da cidade contra sua vontade para território russo.

Os ataques contra civis também não abrandam. Em Kiev, o bombardeamento a um centro comercial provocou pelo menos seis mortes e na martirizada Mariupol desconhece-se ainda o número de vítimas provocadas pelo ataque a uma escola de arte.

Volodymyr Zelenskyy, Presidente da Ucrânia, acusou a força aérea russa de estar por trás do bombardeamento, revelando que "era aí que as pessoas se refugiavam, escondiam-se das bombas e dos ataques. Não era uma posição militar. Estavam lá cerca de 400 civis."

De acordo com o Pentágono, os ataques contra civis devem-se ao impasse verificado na ofensiva militar dos russos. Em entrevista à CBS, Lloyd Austin, responsável pela pasta da Defesa no governo dos EUA, disse ainda que caso seja usada alguma arma química ou biológica, é de esperar uma "_reação significativa não só dos Estados Unidos, mas da comunidade globa_l".

O discurso norte-americano endurece, na semana em que Joe Biden vem à Europa para discutir a guerra na Ucrânia com os líderes europeus e com a NATO, que através de Jens Stoltenberg mostrou uma vez mais o apoio à Ucrânia e garantiu estar pronta para defender os aliados da organização.

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