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Hungria 2022: Seis partidos uniram esforços para derrotar Orbán

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Uma coligação de seis partidos da esquerda à direita, uniu esforços para derrotar o Fidesz e mudar o governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, desde 2010. Péter Márki-Zay é o cabeça-de-lista, apostado em associar o atual executivo ao Kremlin.

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Ao longo da última década, o parlamento húngaro foi dominado por uma maioria do Fidesz. Desde 2010, o partido do Primeiro Ministro, o ultraconservador Viktor Orbán, tem beneficiado de uma oposição dividida. Mas estas forças decidiram agora concorrer juntas, numa tentativa de derrotar o líder do executivo, e formam uma frente heterogénea que une socialistas, liberais e mesmo um antigo partido de extrema-direita que hoje afirma estar mais ao centro.

O primeiro desafio dentro desta coligação surgiu nas primárias para escolher o líder e candidato a primeiro-ministro. A consulta foi realizada no Outono passado. Entre os principais concorrentes estavam a esquerdista Klára Dobrev, o presidente da câmara de Budapeste, Gergely Karácsony, e um outro autarca, Péter Márki-Zay.

Karácsony retirou-se após a primeira volta e pediu aos seguidores para apoiar Márki-Zay, o vencedor da segunda ronda com quase 60% dos votos. Até então, pouco se conhecia sobre o candidato, um católico fervoroso e pai de sete filhos, quase desconhecido fora da sua região.

Dúvidas surgiram sobre se teria carisma para derrotar Viktor Orbán. mas o ataque tem sido certeiro, com Márki-Zay a criticar desde o início a estreita relação entre o primeiro-ministro húngaro e o Presidente russo Vladimir Putin:

"Fazer parte do clube de fãs de Putin não faz de si um conservador. E Orbán está a fazer isso exatamente: Orbán está a trair a Europa, Orbán está a trair a NATO, Orbán está a trair os Estados Unidos", disse o candidato à liderança do governo.

Um sentimento não partilhado por muitos húngaros, sobretudo depois de Orbán se ter distanciado do Kremlin e apoiado com relutância a maior parte das ações da União Europeia e da NATO após o início da guerra na Ucrânia. De acordo com sondagens recentes, Peter Márki-Zay não está a convencer os húngaros, embora o elevado número de eleitores indecisos possa desequilibrar a balança para um lado, ou para o outro.

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