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Artilharia russa faz a diferença no Donbass

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De  Euronews  com EFE
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Guerra na Ucrânia
Guerra na Ucrânia   -   Direitos de autor  Olekszandr Ratusnyak/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

As tropas russas continuam a avançar em Severodonetsk e cercaram uma fábrica de produtos químicos na cidade. A informação foi avançada esta sexta-feira pelos separatistas da autoproclamada República Popular de Lugansk. Há a indicação de que cerca de mil civis e um pequeno grupo de soldados ucranianos estão dentro da fábrica.

No seu relatório diário, o ministério da Defesa britânico escreve que o exército russo não está a fornecer os serviços básicos à população nos territórios ocupados. O acesso à água potável não está garantido e há "perturbações significativas nos serviços telefónicos e de Internet". O ministério considera que "a escassez crítica de medicamentos é suscetível de ocorrer em Kherson", enquanto "Mariupol está em risco de um surto importante de cólera", depois de terem sido relatados casos isolados desde maio.

A artilharia russa faz a diferença na região do Donbass. O exército ucraniano não consegue travar os soldados da Rússia e, segundo Kiev, sofre entre 100 e 200 baixas por dia. O governo ucraniano pede ao Ocidente para acelerar a entrega de armas e munições sofisticadas para enfrentar o inimigo nesta guerra de desgaste. Ontem, o presidente francês prometeu ao homólogo ucraniano que a França será mobilizada para responder às necessidades da Ucrânia, inclusive em termos de armas pesadas.

Emmanuel Macron e Volodymir Zelenskyy realizaram uma nova conversa telefónica na qual o líder ucraniano explicou os últimos movimentos no terreno e as necessidades do seu país em termos de equipamento militar, apoio político e económico, e ajuda humanitária, anunciou o Eliseu.

Enquanto a Rússia avança lentamente no seu objetivo de controlar toda a região do Donbass, a Ucrânia tenta recuperar território perdido noutras regiões. Imagens divulgadas pela televisão pública de Espanha mostram que os soldados ucranianos já controlam algumas zonas da região de Kherson, a primeira grande cidade a cair para os russos.