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Fuga do Donbass

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De  euronews
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Prédio destruído no leste da Ucrânia
Prédio destruído no leste da Ucrânia   -   Direitos de autor  Francisco Seco/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

São aos milhares os civis que fogem do Donbass. Os combates, no leste da Ucrânia entre as forças invasoras russas e as forças ucranianas têm-se intensificado nos últimos dias.

Na sua maioria, são mulheres, crianças e idosos que partem em comboios e autocarros. Os que podem, ficam para repelir as tropas do Kremlin.

Sob intensos bombardeamentos, nos últimos dias, em Severodonetsk, o último bastião ucraniano na região de Luhansk, luta-se por cada rua, por cada casa, de acordo com as autoridades de Kiev.

A autoproclamada República Popular de Donetsk referiu, na sexta-feira, que o exército ucraniano tem estado a bombardear intensamente a região. Uma informação ainda não confirmada por Kiev.

Quase quatro meses depois da invasão russa, os ucranianos têm conseguido resistir e até fazer recuar o exército invasor em várias regiões. Desde o início, clamam ao Ocidente por mais armas.

O Governador de Mykolaiv, uma importante cidade portuária do Mar Negro, sublinha que "o exército russo é mais poderoso, tem muita artilharia e munições" e "por agora, esta é uma guerra de artilharia". Vitaliy Kim avisa que a Ucrânia está a ficar sem munições e é por isso que "a ajuda da Europa e da América é muito importante porque os ucranianos só precisam disso para defender o país".

Há poucos dias, a Rússia destruiu em Mykolaiv o segundo maior terminal de cereais da Ucrânia, agravando a crise de abastecimento mundial.

França fez já saber que está pronta para ajudar a levantar o bloqueio do porto ucraniano de Odessa para retirar cereais da Ucrânia, cujo bloqueio está a causar uma crise alimentar global.