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Soldados estrangeiros condenados à morte na Ucrânia

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Soldados estrangeiros condenados à morte na Ucrânia
Soldados estrangeiros condenados à morte na Ucrânia   -   Direitos de autor  AP/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

Foram combater na Ucrânia, talvez tenham pensado na morte, mas não numa pena de morte. Dois cidadãos britânicos e um marroquino foram feitos prisioneiros no país - onde foram lutar por Kiev. Na quinta-feira, foram condenados à morte pelas autoridades separatistas de Donetsk, acusados de participarem nos combates enquanto mercenários.

Esperava que a sentença fosse muito mais justa a julgar pelas circunstâncias em que ajudou na investigação e também porque se rendeu à República Popular de Donetsk. Gostaria que fosse diferente, mas será Deus a julgar-me quando chegar a hora.
Aiden Aslin
condenado britânico

O Reino Unido mostra-se "seriamente preocupado" e disse que os prisioneiros de guerra não deveriam ser condenados à morte pela participação nas hostilidades.

O deputado conservador, Robert Jenrick, disse que este julgamento foi fraudulento: "Não devemos dar-lhe qualquer credibilidade. (...) Eles foram capturados pelas forças russas em Mariupol e devem ser tratados de acordo com o direito internacional e a Convenção de Genebra, que certamente impede julgamentos espetáculo, tribunais desonestos deste tipo e a pena de morte."

De acordo com a agência de notícias russa TASS, os réus pretendem "recorrer". Esta condenação coloca mais pressão sobre as potências ocidentais que apoiam a Ucrânia e nos soldados ucranianos que, como estes três, se rendem às tropas separatistas na esperança de um julgamento justo.