This content is not available in your region

Putin foi à cimeira do Mar Cáspio pedir mais cooperação regional

Access to the comments Comentários
De  Euronews
euronews_icons_loading
Cimeira do Mar Cáspio no Turquemenistão
Cimeira do Mar Cáspio no Turquemenistão   -   Direitos de autor  AP Photo

Vladimir Putin foi à cimeira do Mar Cáspio, em Ashgabat, no Turquemenistão. Foi a primeira cimeira internacional em que o presidente da Rússia participou desde que iniciou a guerra na Ucrânia

O encontro reúne os líderes dos cinco países ribeirinhos deste gigantesco lago, tão grande como a Alemanha, que também possui enormes recursos pesqueiros e reservas de hidrocarbonetos.

Há quatro anos, Rússia, Irão, Cazaquistão, Azerbaijão e Turquemenistão assinaram a Convenção do Cáspio, mas o Irão ainda não a ratificou, porque considera pendente a questão da repartição das águas territoriais e dos recursos. 

De acordo com a convenção, o Cáspio, o maior lago do mundo com uma área de 370.886 quilómetros quadrados, será dividido em águas territoriais (não excedendo 15 milhas náuticas de largura), zonas de pesca exclusivas (10 milhas náuticas de largura) e águas de uso comum.

No entanto, Teerão considera que a delimitação do mar é ainda uma questão em aberto e, de facto, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir Abdollahian, apelou na véspera para que as "fronteiras marítimas" e a demarcação do fundo do mar e dos seus recursos fossem determinadas o mais rapidamente possível.

Putin, sem fazer qualquer referência a esse impasse pediu o aumento da cooperação regional.

"Constato que o volume do comércio russo com os países do Cáspio está em constante crescimento. Constato que os "cinco" têm grandes oportunidades de cooperação no setor da energia. Os acordos sobre a exploração conjunta de campos de petróleo e gás localizados no Mar Cáspio já foram implementados", disse.

Os cinco países rejeitaram a presença militar de navios de países terceiros apelando para que o mar Cáspio se torne "uma zona de paz, boa vizinhança, amizade e cooperação".

Mas Volodymyr Zlelenskyy tem denunciado que o exército russo lançou diversos ataques com mísseis contra a Ucrânia, a partir do Mar Cáspio.