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Bob Geldof preocupado com os efeitos da guerra na crise alimentar

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De  Euronews
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Bob Geldof e a Bobkatz, no Festival Sani
Bob Geldof e a Bobkatz, no Festival Sani   -   Direitos de autor  alexandros iconomidis/ALEXANDROS ICONOMIDIS

O Festival Sani celebra o 30º aniversário este ano com um programa musical diversificado, com lendas do jazz, pop e rock

Bob Geldof e a sua banda, a Bobkatz, agitaram o Sani Hill, no sábado. O cantor e ativista irlandês ganhou destaque como vocalista principal da banda de rock irlandesa, The Boomtown Rats, nos anos 70 e 80, enquanto as suas canções encabeçaram os tops musicais britânicos e mundiais.

A famosa estrela do rock está muito inquieta com o que se passa na Ucrânia e como a guerra pode contribuir para a fome e insegurança alimentar em todo o mundo.

"Putin está a usar os alimentos como arma. Milhões de pessoas, pessoas que nunca ouviram falar da Ucrânia, pessoas que nunca ouviram falar de Putin, irão morrer por causa do que ele está a fazer. Ele diz que se trata de uma operação militar. Então o que é que os cereais têm a ver com isto? É nojento. É vergonhoso e ele é desprezível", afirma.

Há 37 anos, Bob Geldof organizou o super concerto de caridade Live Aid com enorme sucesso. Agora, acredita que a música rock já não pode ser o meio para o ativismo, para a ação e a mudança. Há um novo espaço, ainda não transformado, de onde se pode esperar algo no futuro.

"As redes sociais serão o mecanismo através do qual algo poderá acontecer. Mas para que isso funcione, é preciso difundir. Assim, uma forma de pensar sobre isto, é a difusão, que leva à diluição da mensagem. Esse é o problema. Todos têm. Toda a gente tem acesso. Toda a gente tem uma opinião e acabamos por ter só ruído. Tudo é novo. Tudo é determinado por aquilo que temos no nosso bolso, (telemóvel) tudo. E ainda não aprendemos bem o que isso significa. Vemos uma economia global que se move demasiado depressa para que possamos compreender. Essa é a economia digital. Se existe uma economia digital, deve haver uma nova política que compreenda como gerir esta economia. E ainda estamos à espera disso. Por isso, entretanto, ficamos confusos e é o caos e o fluxo".

Dezenas de concertos têm sido realizados nestes 30 anos na colina de Sani, tendo como pano de fundo as ruínas desta torre medieval do século XIV. Este ano, o festival abre-se para além do jazz a outros estilos de música. A abertura fez-se com o concerto de Chucho Valdés e Paquito D' Rivera. O pano vai cair a 20 de Agosto com o grande concerto de Andrea Bocelli.