Ucrânia nega envolvimento na explosão que vitimou mortalmente a filha de Alexander Dugin. Rússia confirma que está a investigar o caso.
Após as acusações de Moscovo sobre uma eventual responsabilidade da Ucrânia no ataque que vitimou mortalmente a filha do ideólogo russo Alexander Dugin, um conselheiro da Presidência da Ucrânia, Mikhailo Podoliak, já veio negar qualquer envolvimento ucraniano na explosão. Apesar disso, o Kremlin aguarda os resultados de uma investigação sobre o caso.
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, disse, através do Telegram, que se "o rasto ucraniano for confirmado, uma versão defendida pelo Presidente da República Popular Separatista de Donetsk, então deve falar-se de política de terrorismo de Estado levada a cabo pelo regime de Kiev".
Recorde-se que a filha do ideólogo nacionalista russo, Alexander Dugin, também conhecido como “cérebro de Putin”, morreu, na noite de sábado, 20 de Agosto, na sequência da explosão do carro em que seguia, perto de Moscovo. As informações são avançadas pelo Comité de Investigação Russo.
O incidente ocorreu quando Daria Dugina regressava de um evento cultural com o pai. A família de Dugin acredita que o apoiante de Putin seria o principal alvo da explosão, uma vez que também deveria ter seguido no carro, decisão revertida momentos antes da viagem.
De salientar que Alexander Dugin, de 60 anos, tem sido um acérrimo defensor da invasão russa da Ucrânia.