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Parceiros de Itália reagem à vitória de Meloni com serenidade e cautela

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De  Ricardo Figueira
Giorgia Meloni em comício
Giorgia Meloni em comício   -   Direitos de autor  Domenico Stinellis/AP   -  

Fora de Itália, a vitória da direita radical no país, representada por Giorgia Meloni, está a ser recebida de formas diferentes, com reações que vão do entusiasmo à repulsa, passando por uma desconfiança mais ou menos cautelosa por parte dos principais parceiros de Itália na Europa. 

É o que acontece, por exemplo, com o governo alemão de centro-esquerda: "Neste momento, o que o chanceler quer dizer é que a Itália é um país amigo da Europa, com cidadãos amigos da Europa, e partimos do princípio de que isso não vai mudar", disse Wolfgang Büchner, porta-voz do governo de Berlim.

A Itália é um país amigo da Europa, com cidadãos amigos da Europa.
Wolfgang Büchner
Porta-voz do governo alemão

Também a Comissão Europeia decidiu adotar a mesma postura: "A Comissão e a presidente Ursula von der Leyen trabalham com todos os governos eleitos nos Estados-membros da União Europeia. Neste caso, não é diferente. Estamos, obviamente, à espera de uma cooperação frutífera com as novas autoridades italianas", disse o porta-voz da CE, Eric Mamer.

Espanha será a próxima Itália?

O governo de Giorgia Meloni será o primeiro dominado pela extrema-direita desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Tal como Itália, também Espanha viveu uma ditadura fascista e os cidadãos perguntam-se se o mesmo pode vir a acontecer no país, onde a direita tem vindo a subir nas sondagens - tanto a tradicional, representada pelo PP, como a mais radical, representada pelo VOX.

Diz Adolfo Mateo, empresário de 64 anos: "Quando as pessoas estão fartas, querem mudança. Se isto acontecesse aqui, não sei como seria. Vamos ver nas próximas eleições. Temos experiências semelhantes, porque as pessoas estão fartas".

As próximas eleições gerais em Espanha estão marcadas para daqui a um ano.