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ONU pede respeito às autoridades chinesas

Momento da detenção de um manifestante
Momento da detenção de um manifestante Direitos de autor AP
Direitos de autor AP
De  Ricardo Figueira
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A polícia chinesa tem adotado uma atitude relativamente passiva com os manifestantes anti-confinamentos, mas essa postura pode mudar a qualquer altura.

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A ONU emitiu um comunicado em que pede às autoridades chinesas respeito pelo direito à manifestação, no quadro dos recentes protestos que se propagam contra os confinamentos e a política de "covid zero".

Embora sem uma repressão direta das manifestações, a polícia chinesa está a reforçar o controlo, com patrulhas a parar pessoas na rua para ver as imagens nos telemóveis. A ação mais musculada faz-se sentir também junto da imprensa internacional. Depois da detenção de um jornalista da BBC, foi a vez de outro repórter, desta vez Michael Peuker, da televisão suíça, ser detido para interrogatório durante um direto e depois libertado. 

A emissora estatal britânica diz que o seu jornalista, Ed Lawrence, foi maltratado pelos polícias que o detiveram. O governo chinês diz que o repórter da BBC não cumpriu as regras.

Disse Zhao Lijian, porta-voz da diplomacia de Pequim: "O jornalista em questão não se identificou como tal e não apresentou, por sua iniciativa, as credenciais de imprensa. Os agentes estavam a desmobilizar as pessoas e aquelas que não cooperaram foram levadas embora".

Xi Jinping alvo dos protestos

Os novos confinamentos foram o rastilho para esta nova série de manifestações, que nalguns casos se transformaram num protesto contra o governo autoritário de Xi Jinping.

"Não tenho dúvidas de que o governo vai recorrer à repressão dura. É inimaginável que tentem resolver o assunto recuando ou mudando as políticas. Não é o estilo de Xi Jinping e não traria bons resultados para o governo", diz Ho-fung Hung, professor de economia política na Universidade Johns Hopkins.

Não tenho dúvidas de que o governo vai recorrer à repressão dura.
Ho-fung Hung
Professor na Univ. Johns Hopkins

Por enquanto, a polícia tem-se limitado, na maioria dos casos, a patrulhar as manifestações. Muitos participantes exibem folhas brancas, sinal de protesto contra a censura e a falta de liberdade de expressão.

O Mundial de futebol terá sido outro dos fatores a desencadear as manifestações,  devido à difusão de imagens de pessoas sem máscara nos estádios, o que terá levado a televisão chinesa a censurar essas imagens.

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