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Lula da Silva em lágrimas com diploma presidencial num dia de violência em Brasília

Alexandre de Moraes entrega diploma ao Presidente eleito Lula da Silva
Alexandre de Moraes entrega diploma ao Presidente eleito Lula da Silva Direitos de autor AP Photo/Eraldo Peres
Direitos de autor AP Photo/Eraldo Peres
De  Francisco Marques
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Vencedor das eleições de outubro no Brasil recebeu certificado do Tribunal Superior Eleitoral em dia de violência por apoiantes de Jair Bolsonaro em Brasília

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Luís Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin receberam esta segunda-feira, no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, o diploma que confirma a eleição de ambos, respetivamente, como Presidente e vice-presidente eleitos do Brasil.

A cerimónia decorreu num dia marcado também por uma revolta violenta de apoiantes de Jair Bolsonaro em Brasília.

A oficialização do resultado eleitoral contou com um milhar de convidados e, pelas mãos do Presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, Alexandre de Moraes, Lula recebeu o diploma pela vitória eleitoral alcançada no final de outubro sobre o presidente em exercício, Jair Bolsonaro.

Ao ver confirmado o regresso à presidência do maior país da América do sul, Lula da Silva emocionou-se ao recordar as críticas recebidas por não ter um diploma universitário e por tudo o que tem passado.

"Eu quero pedir desculpas a vocês pela emoção porque, quem passou o que eu passei nestes últimos anos, estar aqui, agora, é a certeza de que Deus existe e de que o povo brasileiro é maior do que qualquer pessoa que tentar o arbítrio nesse país", afirmou o Presidente eleito.

Para Lula, o triunfo sobre Bolsonaro "não foi apenas a vitória de um candidato nem de um partido", mas de "uma verdadeira frente ampla contra o autoritarismo".

No discurso de cerimónia, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral enalteceu a vitória plena da democracia e do Estado de Direito.

"Foi a vitória do respeito ao Estado de Direito, da fiel observância à Constituição. A diplomação da chapa é o reconhecimento da lisura do pleito, da legitimidade política conferida soberanamente. A justiça eleitoral preparou-se para garantir a transparência e lisura das eleições", afirmou Alexandre de Moraes.

O também ministro do Supremo Tribunal Federal criticou ainda a propagação de notícias falsas, de discursos de ódio e de ataques à democracia, que tem combatido.

"Essa diplomação atesta a vitória plena e incontestável da democracia contra os ataques antidemocráticos, desinformação e contra o discurso de ódio proferido por diversos grupos que, identificados, garanto, serão responsabilizados, para que isso não retorne nas próximas eleições", acrescentou Moraes.

O diploma agora recebido habilita Lula da Silva a tomar posse como presidente do Brasil a 1 de janeiro.

Outras fontes • G1, Folha, TSE

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