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Combatentes russos lutam pela Ucrânia e contra Vladimir Putin

Caesar, 50 anos, juntou-se à Legião de Libertação da Rússia para lutar do lado da Ucrânia
Caesar, 50 anos, juntou-se à Legião de Libertação da Rússia para lutar do lado da Ucrânia Direitos de autor SAMEER AL-DOUMY/AFP or licensors
Direitos de autor SAMEER AL-DOUMY/AFP or licensors
De  Nara Madeira com AFP
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Legião de Libertação da Rússia luta pela libertação da Ucrânia e contra o regime de Vladimir Putin.

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São russos mas compreenderam, há muito tempo, que esta é "uma guerra injusta" e decidiram que não querem estar ao lado de Vladimir Putin nas batalhas que se travam na Ucrânia. 

São desertores e juntaram-se à luta através da Legião de Libertação da Rússia, um grupo militar furtivo que acredita que os "olhos" dos russos estão a abrir-se e começam a compreender que não "beneficiarão, de forma alguma, com esta guerra", como explicava Caesar, porta-voz deste núcleo. 

Não se sabem quantos são, mas serão mais de uma centena, nem quem são, para proteger as suas famílias na Rússia. Batem-se, não contra a Rússia, mas contra o regime de Vladimir Putin.

"Eu não estou a lutar contra a minha pátria. Estou a lutar contra alguns zombies e estou a lutar contra o regime de Putin. Não contra as pessoas, mas contra o mal".
Caesar
Porta-voz da Legião de Libertação da Rússia

Foram Centenas os soldados russos que desertaram, a maior parte após o recrutamento automático. Uma parte deles fugiu para outros países outros preferiram abraçar a mesma guerra mas do outro lado da barricada.Tykhiy é um desses combatentes, conviver com os ucranianos é fácil, até porque muitos falam russo, mas o mais importante, frisava, é que estão "a fazer um trabalho", estão "a libertar a Ucrânia", estão, como referia "no mesmo comprimento de onda".

As unidades militares ucranianas têm linhas telefónicas específicas para os russos que quiserem juntar-se à sua causa ou, simplesmente, render-se.

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