Guarda costeira italiana resgata mais de 1.300 migrantes em perigo no Mediterrâneo

Polícia italiana inspeciona pesqueiro com cerca de 500 migrantes a bordo em Crotone
Polícia italiana inspeciona pesqueiro com cerca de 500 migrantes a bordo em Crotone Direitos de autor AP Photo/Valeria Ferraro
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De  Francisco Marques
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As operações de socorro decorrem desde sexta-feira e uma delas ainda estava por concluir esta tarde devido às condições adversas em mar alto no Mediterrâneo central

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A guarda costeira italiana resgatou mais de 1300 migrantes em operações de socorro a pelo menos três embarcações a navegar sobrelotadas no Mediterrâneo central.

Os passageiros retirados de uma das embarcações sobrelotadas, quase meio milhar, já foram desembarcados em segurança na madrugada deste sábado em Crotone, na "sola da bota" italiana.

Uma outra operação de resgate junto de uma embarcação com mais de de 500 pessoas a bordo ainda decorria este sábado à tarde, perante condições muito adversas no Mar Jónico, que separa a Itália da Grécia, tendo a Líbia a sul.

Um dos migrantes chegou mesmo a cair à água e teve de ser resgatado das ondas por um nadador especializado da guarda costeira italiana, lê-se num dos últimos tuítes desta tarde sobre este resgate.

Estes salvamentos acontecem quase duas semanas após um naufrágio ao largo de Crotone, do qual acaba de ser descoberto mais um corpo, o de uma criança com cerca de cinco anos.

Ao todo, estão confirmados 74 mortos nesse naufrágio, agora sob investigação após o governo de Giorgia Meloni ter sido alvo de críticas devido às novas regras de controlo das rotas marítimas de migrantes, que limitam a ação de embarcações de organizações não governamentais (ONG).

A justiça italiana pretende apurar os motivos da falha nas operações de socorro a um barco em perigo que já havia sido sinalizado pela agência europeia Frontex e que acabaria por naufragar.

Outras fontes • Ansa

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