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Kiev tem quase 1200 abrigos antiaéreos fechados ou inutilizáveis

Mais de mil abrigos antiaéreos em Kiev estão inoperacionais
Mais de mil abrigos antiaéreos em Kiev estão inoperacionais Direitos de autor Thibault Camus/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Thibault Camus/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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A tragédia da sobrevivência em Kiev sob os bombardeamentos russos é ainda mais difícil quando milhares de abrigos antiaéreos se encontram encerrados ou inutilizáveis.

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As sirenes antiaéreas ouvem-se em Kiev e não há abrigos para todos, e nem todos têm um abrigo nas proximidades.

 Este é o caso de Ranva, que vive com os filhos e um pequeno cão num apartamento numa área longe do centro da capital ucraniana. 

A noite será longa... E os mísseis russos não fazem distinção de alvos a abater.

 "Aqui temos duas paredes. Então, se as janelas forem atingidas, estaremos protegidos dos estilhaços dos vidros", diz Ranva, acrescentando: "Mas se for um míssil balístico, será fatal."

Não é fácil adormecer em circunstâncias tão dramáticas, mas a vida tem de continuar e, nas últimas semanas, os bombardeamentos russos têm sido quase diários.

Há alguns dias, um desses ataques deixou três mortos, incluindo uma criança pequena e a mãe, junto aos portões de um abrigo que estava fechado. 

Este episódio dramático gerou tensões entre o governo e as autoridades locais. As inspeções têm encontrado quase um quarto dos abrigos antiaéreos bloqueados ou inutilizáveis.

O Ministério do Interior ucraniano disse que dos "mais de 4.800" abrigos que inspecionou, 252 estavam trancados e outros 893 estão "inaptos para uso."

No mesmo dia, a procuradoria regional de Kiev informou que quatro pessoas foram detidas numa investigação criminal sobre a morte do menino de 3 anos fora de um abrigo que estva trancado. O gabinete do promotor informou que um guarda de segurança que não conseguiu destrancar as portas, permaneceu preso, enquanto outros três, incluindo um funcionário local, foram colocados em prisão domiciliária.

Os suspeitos enfrentam até oito anos de prisão por negligência que levou à morte de uma pessoa.

Também no sábado, o autarca de Kiev, Vitali Klitschko, disse que as autoridades da cidade receberam "mais de mil" reclamações sobre abrigos fechados, em ruínas ou insuficientes, no dia a seguir à morte da criança.

Klitschko escreveu no Twitter que ele próprio inspecionou alguns abrigos e que vão trabalhar para que estejam operacionais.

Segundo o Ministério do Interior mais de 5.300 voluntários, incluindo trabalhadores de emergência, policias e funcionários locais, vão continuar a inspecionar abrigos em toda a Ucrânia.

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