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Cristiano Ronaldo abriu a conta dos petrodólares sauditas às estrelas do futebol

Ronaldo ingressou no Al-Nassr em janeiro deste ano
Ronaldo ingressou no Al-Nassr em janeiro deste ano Direitos de autor Amr Nabil/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
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De  Francisco MarquesAndy Robini
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Arábia Saudita aposta forte no futebol para promover uma nova imagem e espera organizar o Mundial desejado em parceira por Portugal e Espanha

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Primeiro foi Cristiano Ronaldo em janeiro passado. Agora, será Karim Benzema. E muito em breve poderá ser também Lionel Messi a figurar no cartaz da Liga da Arábia Saudita, o novo "el dorado" das estrelas do futebol.

O argentino ainda não se decidiu ou talvez tente espremer ao máximo os créditos de ser o atual "The Best" da FIFA e campeão mundial de futebol. Ronaldo e Benzema conseguiram contratos de 200 milhões de euros/ano.

A verdade é que a Arábia Saudita está a apostar milhões de euros no futebol, numa tentativa de se promover no chamado desporto rei, mas não só. Poderá haver também outros interesses nestes avultados investimentos, admite o professor de economia no desporto e geopolítica, Simon Chadwick.

"Eles querem projetar um poder suave. querem usar o futebol como meio pelo qual podem promover laços diplomáticos com países por todo o mundo, mas também penso que que há algo sociocultural nisto", disse à Euronews o professor de economia no desporto e na geopolítica na Escola de Gestão Skema, em Paris.

Simon Chadwick salienta que "70% da população saudita tem menos de 35 anos e, tal como a maioria das pessoas nesta faixa etária, quer aproveitar o tempo a fazer coisas interessantes e excitantes".

"Por isso, isto pode ser uma tentativa do governo saudita de ir ao encontro das necessidades desta comunidade de 'millenials" e da 'geração Z'", concretiza Chadwick.

A aposta no futebol seguiu-se a uma série de outros altos investimentos da Arábia Saudita em eventos desportivos, por exemplo, em combates de boxe de alto nível, no golfe ou nas corridas de Fórmula 1.

É porém o desporto rei que agora centra as atenções e os milhões da família real saudita, atual dona indireta, por exemplo, do clube inglês Newcastle, pelo qual financiou a aquisição em 2021 por mais de 350 milhões de euros.

Há quem veja nesta aposta, no entanto, uma mera tentativa de mudar a imagem do reino em termos das liberdades individuais e dos direitos humanos, de que habitualmente são acusados de não respeitar.

"Claro que os sauditas investem no desporto para melhorar a imagem e distrair das violações de direitos humanos", considera Danyel Reiche.

O professor de Relações Internacionais e Ciência Política na Universidade de Georgetown acrescenta, no entanto, que "não se pode explicar apenas o investimento saudita no desporto" com esta alegada lavagem de imagem.

"Acho que há mais para além disto e também reflete as mudanças em curso na Arábia Saudita", refere Reiche à Euronews.

A família real saudita acaba de anunciar também esta semana a compra de quatro dos cinco maiores clubes do reino, incluindo o Al-Nassr, de Ronaldo, e o campeão Al-Ittihad, de Benzema e Espírito Santo, e abriu o campeonato ao investimento privado.

O objetivo será tornar a liga saudita numa das 10 melhores do mundo e conseguir convencer a FIFA a conceder-lhe a organização do Mundial de 2030, para o qual também concorre a parceria ibérica de Portugal e Espanha, que têm agora a concorrência de... Cristiano Ronaldo, ainda parte ativa da seleção portuguesa e "embaixador" informal da Liga espanhola.

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