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Hungria recusa o que chama de "guetos de migrantes"

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Alguns líderes europeus, entre eles Viktor Órban (ao centro) na cimeira da UE
Alguns líderes europeus, entre eles Viktor Órban (ao centro) na cimeira da UE -  Direitos de autor  Geert Vanden Wijngaert/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Geert Vanden Wijngaert/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De Nara Madeira com AP, AFP
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Hungria rejeita proposta europeia de gestão da migração alegando que se sobrepõe à Soberania do seu país.

A Hungria recusa-se a instalar dezenas de milhares de migrantes em guetos e, com este argumento e o apoio da Polónia, o primeiro-ministro Viktor Orbán justificou a rejeição do acordo proposto pelos parceiros europeus. 

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Hungria e Polónia foram os únicos Estados-membros a impedirem o consenso na cimeira da União Europeia, que terminou na sexta-feira. Para o chefe do executivo húngaro a proposta ameaça a Soberania do seu país.

Ainda assim o acordo acabou firmado, com uma maioria qualificada de cerca de dois terços dos votos. Para o chanceler da Alemanha a solidariedade entre parceiros é essencial para gerir a atual crise dos migrantes.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, só este ano, chegaram à Europa cerca de 88 mil migrantes sem documentos, 80 mil deles por via marítima. Grécia e Itália são os países de entrada mais procurados.

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