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Pelo menos oito mortos em operação militar de Israel em Jenine

Os efeitos do ataque israelita em Jenine, na Cisjordânia, são visiveis ao longe.
Os efeitos do ataque israelita em Jenine, na Cisjordânia, são visiveis ao longe. Direitos de autor Majdi Mohammed/AP
Direitos de autor Majdi Mohammed/AP
De  Euronews
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À medida que a ofensiva prossegue no terreno há receio de que os números negros continuem a agravar-se. Israel justificou o ataque por considerar que a cidade de Jenine é “um centro de terrorismo.”

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Pelo menos oito palestinianos morreram e cerca de 50 ficaram feridos, alguns em estado grave, na sequência da operação militar iniciada pelo Exército israelita na cidade e campo de refugiados de Jenine, localizada no norte da Cisjordânia ocupada.

A operação, que inclui ataques com recurso a drones e a deslocação de centenas de militares para a região, iniciou-se na madrugada desta segunda-feira.

O governo israelita, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, justificou o ataque por considerar que a cidade de Jenineé “um centro de terrorismo.”

Um porta-voz das forças de segurança israelitas afirmou que o objetivo do que classificou como um "extenso esforço antiterrorista" é um centro de comando de milicianos da Brigada de Jenine, no qual se encontrariam indivíduos envolvidos em vários ataques nos últimos meses contra Israel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Eli Cohen, disse que se têm instigado ataques terroristas contra civis israelitas no campo de Jenine.

Acrescentou: “estamos a atacar (este) centro terrorista com força.”

Acusou ainda o Irão de envolvimento na violência, através do financiamento de grupos palestinianos.

“Por causa dos fundos que recebem do Irão, o campo de Jenine tornou-se um centro de atividade terrorista”, referiu à imprensa, ressalvando que a operação seria conduzida de “forma direcionada” para evitar baixas civis. 

Os palestinianos rejeitam as acusações e alegam que a violência é resultado da resposta a décadas de ocupação desde que Israel capturou a Cisjordânia.

Já o ministro israelita da Defesa, Yoav Gallant, sublinhou que a operação estava a decorrer “como planeado”, mas não deu indicações claras sobre quando poderia terminar.

O diário britânico “The Guardian” já descreveu a ofensiva como a maior dos últimos anos na Cisjordânia ocupada.

Na manhã desta segunda-feira eram visíveis extensas nuvens de fumo a emergir das ruas do campo de refugiados. Há relatos de cortes de eletricidade e de destruição à medida que os veículos militares israelitas abriram caminho entre as ruas estreitas.

A comunidade palestiniana, mas também a Jordânia, o Egito e a Organização para a Cooperação Islâmica condenaram a violência.

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