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Crise da habitação no Luxemburgo empurra milhares de pessoas para países vizinhos

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(arquivo) Direitos de autor LUDOVIC MARIN/AFP or licensors
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De  Euronews
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Vítimas do sucesso financeiro do país, muitos luxemburgueses e estrangeiros que trabalham no Luxemburgo estão a ser empurrados para os países vizinhos. Podem trabalhar no grão-ducado, mas não podem lá viver.

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Nas ruas, os protestos de pessoas que não conseguem pagar a renda ou comprar uma casa são cada vez mais frequentes num dos países mais ricos do mundo, onde o PIB per capita ultrapassou os 132 mil dólares - 125 mil euros - em 2022 (dados do FMI).

Jean-Michel Campanella, da Associação Mieterschutz para a Proteção dos Inquilinos, diz que o problema não é novo: "Não é nada novo, já acontece há anos, mas tem piorado ao longo dos anos. E na verdade isso ocorre porque o Luxemburgo é financeiramente atraente, por isso, há muita gente que vem trabalhar para o Luxemburgo, muita mão-de-obra".

Pascale Zaourou, um cidadão residente no grão-ducado refere: "É preciso atravessar a fronteira para encontrar um sítio para viver. Mas não é necessário ser estrangeiro... Os jovens que sempre viveram no Luxemburgo, depois de deixarem a casa dos pais, têm de ir viver para o outro lado da fronteira."

Muitos luxemburgueses e estrangeiros que trabalham no Luxemburgo vivem nos países vizinhos: França, Alemanha ou Bélgica.

A crise imobiliária tem fatores intrínsecos. O Luxemburgo é um país muito pequeno e densamente povoado, mas estes não são os únicos fatores que explicam o ponto a que a situação chegou.

O investigador do Observatório da Habitação,  Antoine Paccoud, tem uma explicação para o fenómeno: "O problema é que, durante 30 anos, toda a produção habitacional foi orientada para investidores, e cada vez menos para compradores de primeira casa, e agora que os investidores fogem da habitação devido ao aumento das taxas de juro, não há quase investimento em novas casas e a situação é catastrófica."

A prosperidade e a elevada qualidade de vida do Luxemburgo fazem dele um poderoso íman para os migrantes. O salário mínimo ultrapassa os 2400 euros, mas os preços da habitação variam entre os 10.000 e os 15.000 euros por metro quadrado.

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