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Governo grego coloca casas no mercado para combater a crise

Crise do acesso à habitação aumenta em toda a Europa
Crise do acesso à habitação aumenta em toda a Europa Direitos de autor Richard Vogel/AP
Direitos de autor Richard Vogel/AP
De  Symela Touchtidou
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Grécia é um dos países mais afetados pela crise do aumento dos preços da habitação, um problema que está a afetar toda a Europa.

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Em toda a Europa, a crise imobiliária acompanha a crise do custo de vida. As taxas de aquisição de casa própria estão a cair e as pessoas têm cada vez mais dificuldade em fazer face às contas do arrendamento ou da hipoteca.

Como explica o especialista britânico em habitação social Phil Jenkins, a elevada dívida pública impede os governos de gastar muito para enfrentar a crise imobiliária. Portanto, as parcerias público-privadas são essenciais para ajudar os mais vulneráveis: “Parte desse capital terá de vir de mercados de capitais privados. E é realmente o caso de os governos criarem o ambiente e os quadros dentro dos quais o capital privado pode investir em habitação acessível”, diz o perito.

Na Grécia, depois de uma década de queda dos preços devido à crise da dívida, o setor imobiliário está a registar uma forte recuperação. Os preços das casas e das rendas aumentaram até 50% nos últimos sete anos. Segundo o Eurostat, os gregos são os que mais gastam entre os europeus em habitação. 

O governo está a tentar colocar mais apartamentos no mercado para ajudar a reduzir os preços, como explica Sofia Zacharaki, ministra da Coesão Social e Família: "O nosso objetivo é disponibilizar o maior número possível de apartamentos antigos ou fechados", diz. "São centenas de milhares, especialmente em Atenas. Portanto, iniciaremos programas de subsídios para projetos de renovação energética e estética. Esse programa começará nos próximos meses. Além disso, continuaremos diferentes programas de habitação social"

O mercado imobiliário tem, até agora, mostrado uma forte resiliência à subida das taxas de juro. No entanto, os intervenientes no mercado dizem que é apenas uma questão de tempo até que sofra o impacto do elevado custo de vida e dos empréstimos caros. Não se espera que os preços dos imóveis caiam antes do próximo ano.

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