Ministro da Justiça da Bélgica demite-se na sequência do ataque terrorista em Bruxelas

Homenagem às vítimas do atentado em Bruxelas
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O ministro demissionário defende, no entanto, a independência dos magistrados e a não interferência nas suas decisões.

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O ministro da Justiça da Bélgica, Vincent van Quickenborne, demitiu-se na sexta-feira, quatro dias depois de um ataque terrorista em Bruxelas, onde um cidadão tunisino matou dois adeptos de futebol suecos e feriu mais um.

A investigação descobriu que o agressor poderia ter sido extraditado da Bélgica já há um ano. Em agosto de 2022, um magistrado em Bruxelas recebeu 31 pedidos de extradição, tendo processado apenas 30.

 Desconhece-se a razão pela qual o processo de  Abdesalem Lassoued, o autor do atentado ficou sem tramitação.

Ao anunciar a demissão, Vincent van Quickenborne afirmou: "Embora este seja o trabalho de um magistrado individual e independente, quero assumir a responsabilidade política por este erro inaceitável. Não estou a fugir. Não estou à procura de desculpas. Acho que é meu dever fazer isto."

O ministro demissionário defende, no entanto, a independência dos magistrados e a não interferência nas suas decisões.

O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, disse ter tomado nota da decisão do ministro, acrescentando que tinha “respeito pela sua coragem política”.

De acordo com a investigação, o agressor, o cidadão tunisino Abdesalem Lassoued, de 45 anos, vivia ilegalmente na Bélgica desde que o seu pedido de asilo foi rejeitado, já em 2020.

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