Páscoa: Papa Francisco pediu troca de prisioneiros entre Moscovo e Kiev e cessar-fogo em Gaza

Papa celebrou missa de Páscoa
Papa celebrou missa de Páscoa Direitos de autor Andrew Medichini/AP
De  Euronews
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Papa Francisco celebrou missa do Domingo de Páscoa perante cerca de 30 mil fiéis no Vaticano.

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O Papa Francisco celebrou este domingo a tradicional missa de Páscoa na Basília de São Pedro, depois de, inesperadamente, se ter retirado das celebrações de Sexta-Feira Santa para "preservar a saúde" - tendo, no entanto, presidido no sábado à vigília pascal.

Este domingo, Francisco, que sofreu durante o inverno com vários problemas respiratórios, surgiu em boa forma e celebrou a missa perante cerca de 30 mil fiéis, tendo rezado pela paz e feito apelos concretos relativos aos conflitos que decorrem no mundo.

"A paz nunca se faz com armas, mas de mãos estendidas e corações abertos", disse o Papa, tendo sido brindado com aplausos da multidão que o escutava no Vaticano.

A missa de Páscoa é uma das mais importantes celebrações no calendário litúrgico, marcando a ressurreição de Cristo depois da crucificação. A missa precede a tradicional oração da Urbi et Orbi (pela cidade e o mundo), na qual o Papa tradicionalmente se refere aos conflitos e ameaças à humanidade.

Este ano, o Papa revelou que os seus pensamentos e orações estão particularmente com o povo da Ucrânia, de Gaza e todos os que são afetados pela guerra, nomeadamente as crianças que "se esqueceram de como sorrir".

"Pedindo respeito pelos princípios da lei internacional, expresso a minha esperança por uma troca geral de todos os prisioneiros entre Rússia e Ucrânia: todos", disse o Papa, que pediu ainda a "pronta" libertação dos reféns israelitas na Faixa de Gaza, um cessar-fogo imediato e que a ajuda humanitária chegue a todos os palestinianos.

"Não permitamos que as atuais hostilidades continuem a ter graves repercussões na população civil, já no limite da sua resistência, e acima de tudo nas crianças", disse Francisco, mencionando ainda a complexa situação dos haitianos, dos Rohingya e das vítimas do tráfico humano.

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