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EUA condenam ataque "ineficaz" do Irão a Israel

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Irão lança cerca de 200 mísseis contra Israel. Não há registo de feridos
Irão lança cerca de 200 mísseis contra Israel. Não há registo de feridos -  Direitos de autor  Ohad Zwigenberg/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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O ataque do Irão a Israel, com cerca de 200 mísseis, seguiu-se ao ínicio do que as forças armadas israelitas chamaram de "operações terrestres limitadas" no Líbano para combater o grupo militante Hezbollah. Presidente dos EUA voltou a garantir que está ao lado de Netanyahu.

As tropas israelitas voltaram a atacar Beirute, na madrugada de quarta-feira, apesar dos cerca de 200 mísseis que foram lançados contra Israel pelo Irão, na noite de terça-feira.  

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O ataque de terça-feira aconteceu depois das forças armadas israelitas terem iniciado o que descreveram de “operações terrestres limitadas” no Líbano para combater o grupo militante libanês Hezbollah.  

“O Irão cometeu um grande erro esta noite e vai pagar por isso. O regime do Irão não compreende a nossa determinação em nos defendermos e a nossa determinação em retaliar contra os nossos inimigos”, disse o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. 

A maioria destes mísseis foi intercetada, mas alguns atingiram uma escola no centro de Israel. As autoridades israelitas não comunicaram, até ao momenot, a existência de feridos graves.  

Aliados ocidentais de Israel, como os Estados Unidos e o Reino Unido, condenaram o ataque do Irão e expressaram apoio ao governo de Netanyahu.  

“As forças armadas dos EUA apoiaram ativamente a defesa de Israel. E ainda estamos a avaliar o impacto. Mas com base no que sabemos agora, o ataque parece ter sido derrotado e ineficaz”, afirmou o presidente dos EUA, Joe Biden, acrescentando que o seu país apoia “totalmente, totalmente Israel”. 

Israel alertou a população no sul do Líbano

As Forças de Defesa de Israel (FDI) alertaram a população de mais de 24 aldeias no sul do Líbano a abandonarem as suas casas, antes do contra-ataque desta madrugada, e anunciaram que tropas adicionais se iriam juntar para uma invasão terrestre.  

Já o secretário-geral da ONU, António Gueterres, que condenou "o agravamento do conflito no Médio Oriente", sem referir diretamente o ataque do Irão, foi considerado uma "persona non grata" e foi proibido de entrar em Israel, segundo anunciou o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Israel Katz.  

Katz disse que Guterres seria lembrado “como uma mancha na história da ONU” e escreveu nas redes sociais que “qualquer pessoa que não consiga condenar inequivocamente o hediondo ataque do Irão a Israel, como fizeram quase todos os países do mundo, não merece pisar em solo israelita”.  

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